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ELEIÇÕES VENEZUELANAS

OEA convoca reunião urgente por eleições da Venezuela

A antecipação das eleições da Venezuela e a forma como elas têm sido administradas não são vistas com bons olhos por países americanos

OEA convoca reunião urgente por eleições da Venezuela
A OEA informou que a reunião vai analisar os últimos acontecimentos na Venezuela (Foto: Flickr)

Uma reunião entre diplomatas do Brasil, Argentina, Estados Unidos, Panamá, México e Santa Lúcia está marcada para ocorrer nesta sexta-feira, 23. O objetivo é votar uma resolução contra a “decisão do governo venezuelano de antecipar as eleições presidenciais para 22 de abril de 2018”. O encontro foi articulado pela Organização dos Estados Americanos (OEA).

Segundo o documento que estará em votação na OEA, a antecipação do pleito em três meses “impossibilita a realização de eleições democráticas, transparentes e fidedignas, em conformidade com as normas internacionais e contraria os princípios democráticos e a boa-fé”.

Em comunicado à imprensa, a OEA apenas informou que a reunião vai “analisar projeto de resolução sobre os últimos acontecimentos na Venezuela”. A presença de um representante brasileiro já foi confirmada pelo Itamaraty.

Outro objetivo da OEA é achar maneiras de convencer simpatizantes do regime da Venezuela, como Haiti, Nicarágua, Republica Dominicana, El Salvador e Bolívia, a pressionarem o governo de Nicolás Maduro para um consenso com a oposição e a construção de um novo calendário eleitoral.

“Teremos eleições chova, trovoe ou relampeje”, afirmou Maduro na última quinta-feira, 22, rechaçando as críticas ao processo eleitoral, mesmo com a possibilidade da oposição, mais uma vez, boicotar o pleito.

Para os membros do governo venezuelano, os críticos ao pleito estariam submissos aos Estados Unidos, que estariam tentando organizar um golpe de Estado na Venezuela usando a oposição e membros do Grupo de Lima — criado para discutir a crise venezuelana.

Reunião da OEA

Não é a primeira vez que a OEA vai se reunir para falar sobre o tema. Tendo como base os últimos encontros, acredita-se que o debate vá ser acalorado, com a geração de um documento fiscal diferente do proposto anteriormente por México, Brasil e aliados. A expectativa é que, no fim da reunião, os países cheguem a um consenso.

Sobre o processo eleitoral, a proposta pede que seja incluída “a participação de todos os partidos e atores políticos venezuelanos, sem excluídos de espécie alguma”. Além disso, o texto pede que observadores internacionais e meios de comunicação possam acompanhar o processo.

A proposta da OEA cita ainda um relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos a respeito da crise na Venezuela. O texto afirma que a pobreza passou de 48% da população, em 2014, para 81,8%, em 2016. “Desse total, 51,51% estava em situação de pobreza extrema”, afirmou o órgão.

Há pouco mais de uma semana, o Peru retirou o convite da Venezuela para a Cúpula das Américas. Já o Grupo de Lima, diferente da OEA, tem uma posição e críticas mais duras sobre o regime venezuelano. No dia 14 de fevereiro, o Grupo, através de um texto assinado por diferentes países, expressou “seu mais firme rechaço à mencionada decisão, que impossibilita a realização de eleições presidenciais democráticas, transparentes, confiáveis”.

O presidente venezuelano, por sua vez, não se importou com as críticas, afirmando que “a Venezuela não depende do Grupo de Lima para nada”.

Fontes:
BBC - México, Brasil, EUA e outros países convocam reunião urgente na OEA por 'eleições transparentes' na Venezuela

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