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Uma zona em ebulição

Onda de calor no Oriente Médio pode ser tão perigosa quanto terrorismo

Artigo do 'New York Times' alerta para o calor extremo na região e diz que se xiitas e sunitas não puserem um fim a seus conflitos, a Mãe Natureza se encarregará disso

Onda de calor no Oriente Médio pode ser tão perigosa quanto terrorismo
Calor extremo na região tem passado despercebido nos noticiários (Foto: Flickr)

Um artigo publicado nesta quinta-feira, 20, no New York Times chamou atenção para a onda de calor extremo que afeta o Oriente Médio. Intitulado “O ponto mais quente do planeta”, o texto, assinado pelo colunista Thomas L. Friedman, alerta que “se xiitas, sunitas, turcos, árabes e israelenses não puserem um fim a seus conflitos, a Mãe Natureza se encarregará disso”.

Segundo o colunista, o debate em torno do acordo nuclear entre EUA e Irã tem feito a onda de calor no Oriente Médio passar despercebida nos noticiários. Para chamar atenção para o fato ele cita alguns exemplos.

“No dia 31, o jornal USA Today noticiou que em Bandar Mahshahr, no Irã, cidade próxima ao Golfo, a temperatura chegou a 77°C, enquanto uma onda de calor castigava todo o Oriente Médio, que já é um dos lugares mais quentes da Terra”.

O texto lembra que Francesco Femmia e Caitlin Werrel, diretores do Centro para o Clima e a Segurança em Washington, afirmaram que este ano a onda de calor matou mais gente no Paquistão do que o terrorismo.

Já na Síria, pouco antes da guerra civil estourar, ocorreu a pior seca da história moderna do país. Tal fato obrigou quase 1 milhão de produtores agrícolas e pecuaristas a migrar para cidades onde o governo de Bashar al-Assad falhou em dar assistência, o que ajudou a alimentar a revolta posterior.

O colunista finaliza o artigo lembrando que enquanto os habitantes da região “lutam para determinar quem é o califa e quem é o herdeiro do profeta Maomé, a Mãe Natureza não permanece ociosa”. “O único ‘ismo’ capaz de salvá-los é o ambientalismo, já que não existe ar sunita nem água xiita, apenas recursos compartilhados por todos”.

Fontes:
The New York Times-The World’s Hot Spot

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