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RELATÓRIO

ONGs denunciam tratamento brutal contra manifestantes na Venezuela

Relatório revela que forças de segurança espancaram severamente e torturaram opositores do governo Maduro

ONGs denunciam tratamento brutal contra manifestantes na Venezuela
Relatório revela que 5.400 pessoas foram detidas no país desde abril (Fonte: Reprodução/Reuters)

Um relatório divulgado nesta quarta-feira, 29, pela Human Rights Watch e pela organização venezuelana Foro Penal revela o uso sistemático de um tratamento brutal contra manifestantes anti-governo e opositores políticos na Venezuela.

De acordo com o relatório, intitulado “Crackdown on Dissent: Brutality, Torture, and Political Persecution in Venezuela”, 5.400 pessoas foram detidas no país desde abril. Um total de 88 casos envolvendo pelo menos 314 pessoas foram documentados, revelando graves violações de direitos humanos em Caracas e em 13 estados venezuelanos entre abril e setembro.

O diretor do Foro Penal, Alfredo Romero, ressaltou que alguns dos detidos “foram libertados sem serem levados perante um juiz, enquanto outros foram sujeitos a processos arbitrários sem as mínimas garantias processuais”.

O relatório ressalta que pelo menos 757 civis foram processados em tribunais militares por crimes como traição e rebelião. O documento diz ainda que as forças de segurança do país espancaram severamente e torturaram com choques elétricos, asfixia, agressão sexual e outras técnicas brutais opositores do governo Maduro. Os agentes também teriam utilizado força desproporcional contra pessoas nas ruas e detido manifestantes arbitrariamente.

O diretor da Human Rights Watch para as Américas, José Miguel Vivanco, disse que “os abusos rotineiros e generalizados contra os opositores do governo na Venezuela, incluindo casos flagrantes de tortura e a impunidade absoluta para os atacantes, sugerem a responsabilidade ao mais alto nível do governo. Estes não foram abusos isolados ou excessos ocasionais realizados por parte de agentes desonestos, mas sim uma prática sistemática das forças de segurança venezuelanas”.

Para chegar a essas descobertas foram entrevistadas mais de 120 pessoas, incluindo vítimas e seus familiares, advogados, médicos, entre outros.

Não há evidências de que funcionários do alto escalão do governo venezuelano tenham tentado evitar e punir as violações. Muitas vezes eles teriam até mesmo minimizado os abusos.

Há também relatos de pessoas sendo retiradas de suas casas ou sendo detidas nas ruas, mesmo quando não estavam participando de protestos.

Fontes:
RTP - HRW denuncia que Venezuela usou tratamento brutal contra manifestantes anti-Governo

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