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ONGs querem que Brasil receba detentos inocentados de Guantánamo

A prisão é alvo de intensas campanhas de entidades de defesa dos direitos humanos, por conta de evidências de tortura e outros maus-tratos

ONGs querem que Brasil receba detentos inocentados de Guantánamo
A inocência de 52 dos 116 prisioneiros de Guantánamo foi estabelecida após um processo que exigiu pareceres unânimes das seis agências federais de segurança do país (Foto: Pixabay)

Talvez o Brasil possa ajudar o presidente dos EUA, Barack Obama, a cumprir uma de suas principais promessas de campanha: fechar a prisão de Guantánamo. Esta é a opinião da ONG britânica Reprieve. Desde 2002, Guantánamo é usada pelas autoridades americanas para conter suspeitos de terrorismo. Atualmente, ela é alvo de intensas campanhas de entidades de defesa dos direitos humanos, por conta de evidências de tortura e outros maus-tratos.

Ainda há 116 prisioneiros em Guantánamo. Para ajudar, Brasília teria que aceitar receber parte dos 52 prisioneiros já inocentados pelas autoridades americanas. A Reprieve lidera um grupo de entidades que enviou recentemente uma carta a Obama, pedindo que tocasse no assunto com a presidente Dilma Rousseff durante sua visita aos Estados Unidos. Apesar de a posição brasileira oficial ter sido de não aceitar detentos, ONGs como a Reprieve acreditam que a reaproximação entre Brasília e Washington, marcada pela visita de Dilma, possa gerar uma mudança de pensamento.

Embora Guantánamo seja um problema criado pelas autoridades americanas, seu destino é de interesse mundial. “O Brasil não tem culpa pela existência de Guantánamo, mas além de poder ajudar por uma questão de unanimidade, o país tem de pensar em como a existência de Guantánamo é usada para alimentar o extremismo ao redor do mundo”, explicou a advogada americana Corrie Crider, uma das diretoras da Reprieve.

Inocentes entre presos

A inocência de 52 dos 116 prisioneiros de Guantánamo foi estabelecida após um processo que exigiu pareceres unânimes das seis agências federais de segurança do país. No entanto, tanto autoridades americanas quanto ONGs consideram que os prisioneiros, a maioria deles de nacionalidade iemenita e síria, correm risco de vida se repatriados para seus países de origem.

Na América do Sul, apenas o Uruguai aceitou dar abrigo a detentos inocentados. “Estamos falando de pessoas que simplesmente querem tentar reencontrar algum tipo de normalidade, começar uma vida nova. E que continuam presas mesmo sem terem cometido crime algum”, afirma Corrie Crider.

 

Fontes:
BBC Brasil-ONGs querem que Brasil receba detentos de Guantánamo

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