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Direitos humanos

ONU acusa Coreia do Norte de lucrar com a exportação de trabalho escravo

Segundo a ONU, norte-coreanos foram enviados ao exterior para trabalhar em condições análogas à escravidão, incluindo nas obras da Copa de 2022 do Qatar

ONU acusa Coreia do Norte de lucrar com a exportação de trabalho escravo
Não é a primeira vez que a Coreia do Norte é acusada de explorar o trabalho escravo para obter lucro (Reprodução/Independent)

A ONU está investigando a denúncia de que a Coreia do Norte exportou cerca de 20 mil norte-coreanos para trabalhar em condições análogas à escravidão em vários países, incluindo o Qatar, nas obras para a Copa de 2022.

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Segundo o relator da ONU para os direitos humanos na Coreia do Norte, Marzuki Darusman, os trabalhadores são enviados como moeda de troca para obter ativos estrangeiros para o regime do líder norte-coreano Kim Jong-un.

A maioria dos trabalhadores foi enviada para China, Rússia e países do Oriente Médio. Uma reportagem publicada em novembro do ano passado, pelo Guardian, revelou o uso de mão-de-obra escrava norte-coreana nas obras de um estádio em Doha, capital do Qatar. Segundo a reportagem, os trabalhadores recebiam cerca de 10% do salário, sendo que alguns sequer eram pagos.

Na semana passada, em um discurso realizado no Conselho das Nações Unidas, em Gênova, Darusman disse que o governo norte-coreano deve ser punido pela tortura, estupro e sequestro de mais de 200 mil pessoas desde a década de 1950. Darusman também cobrou punição ao país por enviar pessoas para trabalharem como escravas para o lucro do regime norte-coreano.

No discurso, o relator também reiterou o pedido para visitar a China e investigar as denúncias. Porém, Hong Lei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês disse que as questões envolvendo direitos humanos devem ser resolvidas através de conversas.

Não é a primeira vez que a Coreia do Norte é acusada de explorar o trabalho escravo para obter lucro. Em fevereiro deste ano, um levantamento feito pela ONG de direitos humanos NK Watch revelou que outros 100 mil norte-coreanos também foram enviados a 40 países para o mesmo fim. Segundo a ONG, eles geram um lucro anual de cerca de US$ 3 bilhões a Pyongyang.

Fontes:
The Independent-Kim Jong-un's slave army: UN to probe claims of 20,000 North Korean 'bonded labourers' shipped round the world

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