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Mortes no Mediterrâneo

ONU defende revisão das políticas de gestão de imigrantes

Pelo menos 3.400 pessoas morreram neste ano no Mediterrâneo ao tentarem chegar à Europa

ONU defende revisão das políticas de gestão de imigrantes
Mar Mediterrâneo: 'estrada mais mortal do mundo' (Fonte: Reprodução/Reuters)

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) disse nesta quarta-feira, 10, que os governos devem se concentrar em salvar vidas em vez de manter estrangeiros fora de seus países.

De acordo com o ACNUR, pelo menos 3.400 pessoas morreram neste ano no Mediterrâneo ao tentarem chegar à Europa.

Desde o início do ano, pelo menos 284 mil pessoas foram ao mar, sendo o principal destino a Europa. Deste total, mais de 207 mil pessoas cruzaram o Mediterrâneo — o número é cerca de três vezes maior do que o recorde anterior registrado em 2011.

O ACNUR ressaltou que alguns governos se preocupam mais em evitar a entrada de estrangeiros do que em tratá-los como indivíduos que estão fugindo da guerra e da perseguição. Ainda segundo o órgão, os Estados europeus devem entender as razões pelas quais as pessoas fogem de seus países, protegendo as vítimas.

O alto comissário da ONU para refugiados, Antonio Guterres, disse que “os gerenciamentos de segurança e imigração são preocupações para qualquer país, mas as políticas devem ser desenhadas de uma maneira na qual vidas humanas não acabem sendo danos colaterais”.

A agência da ONU afirmou ainda que Itália e Malta são os destinos mais procurados por aqueles que buscam melhores condições de vida.

Fontes:
Portal Exame - ONU pede a países que salvem imigrantes
Expresso - Mais de três mil pessoas morrem no Mediterrâneo

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