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Legalização

ONU discute a liberação das drogas

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Na reunião da Comissão de Entorpecentes da ONU, realizada em Viena, na semana passada, voltou ao debate uma proposta antiga, defendida pelo Nobel de Economia Milton Friedman já na década de 70, mas que nunca antes teve tantas adesões: a legalização das drogas.

O encontro, que definiu os princípios da política antidrogas internacional para os próximos dez anos, não chegou nem perto de liberar as drogas, mas mostrou defensores da legalização, entre os quais está o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que argumentam que o tema deve ser tratado como uma questão de saúde pública.

Seus usuários são doentes, e não criminosos, e devem ser atendidos por serviços assistenciais com o intuito de reduzir os riscos a que estão expostos, como overdose, aids e outras doenças.

A conclusão do encontro foi optar por mais uma década de programas assistenciais, como a distribuição de seringas para viciados em heroína.

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  1. ricardo disse:

    não concordo porque
    tem as pessoas que roubam
    para sustentar seu vicio matam as pessoas
    para sustentar seu vicio. etc…
    e ao liberar as drogas o pro-cimo passo e a liberação
    das coisas para seu sustento?

  2. Denis araujo disse:

    Ora.aliberaçao do consumo de drogas funcionaria sim da seguinte forma:revisao dos conceitos de moralidade,por exemplo;por que me incomodar com uma pessoa drogada se ela nao violar meus direitos civis?Revisao nos conceitos civis;fala-se muito em democracia e livre arbitrio,mas num paiz democratico as pessoas nao tem direito de exercer o livre arbitrio?Entao deveriam poder usar, se quiserem, e nao usar se nao quiserem,(o livre arbitrio e drogas).Mas creio que esse problema nao tera soluçao tao cedo pois a populaçao mundial ainda nao aprendeu a aceitar que nem tudo acontece como o esperado e que devemos nos preparar para o que nao progamamos,ou seja;se o cara for bonzinho,bom, mas se nao for,nao ira me afetar e meus direitos civis estarao garantidos. Alguns destes direitos ; de permanecer na minha cidade natal sem precisar ficar longe da familia para trabalhar, evitando assim as grandes concentraçoes e favelizaçoes dos grandes centros .como fazer?simples;promovendo algum tipo de desenvolvimento nos lugares onde sao maiores os indices de exodo urbano,garantindo com isso maiores possibilidades de convivio com a familia, e,continuar assim, em contato com valores que sao perdidos com o distanciamento de seus familiares e a necessecidade de adaptaçao a realidades muita das veses preconceituosas,dar opçoes de lazer para jovens das classes menos abastadas,posibldade de pais sustentarem seus filhos recebendo salarios justos,etc e tal.Isso envolveria vontade politica e,principalmente,empresarial.Os politicos e governantes com um gerenciamento com um minimo de comprometimento,ja que a corrupçao dificilmente diminuiria. E os empresarios fazendo pressao para que politicos adotassem politicas serias em relaçao a essas questoes.O que os empresario ganhariam com isso?Simples;trabalhadores rendem muito mais quando conseguem sustentar suas familias sem sustos e, se sentirem que sao importantes para seus patroes,farao de tudo para melhorar seu desempnho,dai voltam a estudar, procuram se qalificar beneficiando com isso a propria vida e aumentando produtividade e lucro. Feito isso e com todas as drogas liberadas,e nao so alcool e tabaco, que sao as que mais matam, a policia alem de nao ter que gastar energia,tempo e verbas puplicas que alias saem do nosso bolso(contribuintes)com enxugaçao de gelo,pois a repressao como conhecemos so serve mesmo pra dar poder de fogo e glamour pra quem trafica e corromper policia,politicos,governantes,pastores, padres e por ai vai…

  3. EDGARD CRUZ disse:

    Sou contra totalmente a Liberação das Drogas, pois se não estão conseguindo tratar os dependentes quimicos de hoje, com a liberação ficará impossivel, o sistema de saúde é falho em todos os sentidos, conforme a OMS(Organização Mundial da Saúde) dependencia quimica é reconhecida como doença, então desde já temos que tratar esta doença custe o que custar, só não pode custar a vida de milhares de SERES HUMANOS.

  4. rodrigo emanuel disse:

    eu acho q deveria ser liberado pra adultos desde q o usuario saiba usa coretamente,so assim nâo teria trafico, cada um com seu rossado no quintal de casa para seu cosumo proprio

  5. Lívia Marcele D. Ribeiro disse:

    Como os pais irão sair para trabalhar tranquilos sabendo que seu filho de 13 anos pode usar drogas por ser liberada. Saúde pública como no caso do tratamento do aborto será a solução?
    O Brasil precisa acompanhar mais as crianças e adolescentes por isto que o mundo está assim.
    Beijos
    Lívia

  6. david disse:

    bom dia ,o meu ponto de vista e exatamente como a d fernando henrique.o caminho e esse em vez de darmos dinheiro a traficantes para comprar armamento daremos ao governo para que possa investir na saude e na educaçao!

  7. Welimar disse:

    Acredito que nao deveria discutir sobre a liberacao das drogas SEM LIBERAR A SOCIEDADE DE PAGAR A CONTA DE QUEM DE FORMA UNILATERAL DECIDE USA-LA!!

    Nao acho justo uma maioria que nunca usou drogas pagar a conta de poucos que de forma irresponsavel e unilateral decide usa-la!!

    Estamos mandando uma mensagem para os nossos jovens e viciados com esta campanha: “Podem usar suas drogas que depois o estado paga um tratamento para vc se desintoxicar”

    Como se este fosse o unico DANO

  8. Marco Corrêa disse:

    Liberação, legalização e despenalização, Já!!

  9. Epaminondas Albuquerque Filho disse:

    Que os viciados em drogas tenham a assistência do Governo, tudo bem, mas a legalização é outra coiza inadimissivel

  10. Jânio Vidal el Che disse:

    Tudo tem seu tempo certo. A história dos povos e a evolução destes são quem dita o anseio da sociedade. Em épocas remotas a mulher não tinha a liberdade de que hoje desfruta e, diga-se de passagem, demorou muito tempo para que se reconhecesse que a mulher tem os mesmos direitos que o homem. Com a liberdade conquistada a mulher passou a viver livre e com todos direitos e garantias outorgados pela CF/88, mas nem por isso todas as mulheres igualaram seus níveis aos de homens que não respeitam seus lares e são promíscuos e irresponsáveis moralmente.Portanto, entrando no mundo da discussão sobre as drogas podemos perceber que tudo depende de uma educação que venha dar ao cidadão o devido discernimento do que é benéfico ou maléfico, uma educação real e não utópica como se ver na maioria das criações atuais. Tudo que as famílias planejam e põem em prática gira em torno de dinheiro. Isso desestrutura qualquer ser humano o colocando no Universo dos robôs a serviço do capitalismo puro e sem alternativa, um mundo onde vale tudo por dinheiro, tudo pelo consumismo desenfreado em busca de usar o melhor em roupas, calçados, equipamentos eletrônicos, enfim à busca pelo prazer material em detrimento do moral, da educação e do respeito pelo próximo. Tudo isso gera o desejo do consumo e à medida que a criança vira adolescente e vai ficando adulto vem acompanhado dessa cultura e dessa falta visão do espaço em que é o Universo real. A partir do momento em que não se dar mais valor ao próprio semelhante passa-se a viver de uma forma artificial e é aí que uma pessoa se torna cada vez mais vulnerável e nesse espaço de tempo entre a falta de raciocínio e a oferta de conhecer um mundo muito louco cheio de prazeres e com uma fuga para quaisquer que sejam os problemas e ainda com a vantagem de tornar a pessoa mais ousada e mais corajosa, entra o remédio sanador, a droga. Esta não é preconceituosa e aceita pessoas de todas as classes, o único pré-requisito é que se tenha o desejo e a vontade de usá-la. Existem viciados em todos os segmentos da sociedade, mas só a classe abastada tem condições de utilizá-la sem que pese em seu orçamento. E o que dizer dos que nem o que comer tem forma sistemática? esses caem no consumo, em seguida passam a roubar para adquirir a “maldita” que os leva ou os tira da realidade que eles tanto desejam. Mas para que ele consuma tem de haver o fornecedor e aí entra a figura do traficante, do policial corrupto, do falso amigo, do político desonesto entre tantas outras figuras. Daí pra frente sua vida estará preordenada e não predestinada, pois ele tem o livre arbítrio de livrar-se da mesma, porém se já tiver bastante envolvido com débitos de drogas ou estiver no tráfico, aí sim se pode falar em mínimas possibilidades de recuperação e é aí que entra o Estado como detentor da Lei e coatora que faz se cumpram as determinações já prescritas no CP, CPP e LEP. Próxima parada, o presídio enquanto Instituição repressora e ressocializadora. Esta última inexiste na prática, enquanto a primeira fica para presos sem condições de se manterem dentro do próprio presídio, pois no interior desses Órgãos que deveriam servir de internato para recuperação de viciados e criminosos diversos existe de tudo que se encontra aqui fora. De drogas, bebidas a aparelhos eletrônicos e isso não pode, nem deve ser maquiado porque a imprensa está aí divulgando sempre notícias a respeito. Para que possamos falar em repressão às drogas temos de entender que esta só funcionaria num percentual significativo se não houvesse a infra-estupora que existem nos presídios facilitando o tráfico mesmo em seu interior, se não existisse a figura do policial corrupto que muitas vezes serve de segurança para traficantes e toda semana entram nas favelas em busca de sua mesada, se não existisse por trás disso tudo a mão de políticos e artistas famosos que incentivam e fazem apologia cotidianamente. Falar em repressão com maior teor de punição não é a solução, até mesmo porque não se tem estrutura para se colocar todos os dependentes de tóxicos na prisão, além do mais quem acredita que a punição diminui engana-se. O problema é que o Estado é incompetente para implantar políticas publicas que realmente saiam do papel e da hipocrisia dos que vivem à custa de ONGS e outros Órgãos que deveriam realmente estar envolvidos com a realidade ao invés de tirarem proveito fazendo apenas 40% dos 100% a que foram destinados, aí sim poderíamos pensar em alternativas, mas no momento com a incompetência e a falta de vontade do Estado temos de nos conformar com a repressão hipócrita às drogas.
    Liberar ou reprimir seria um bom tema para um plebiscito, pois as opiniões são diversas e como tais dever ser respeitadas e nestes casos nada melhor que a iniciativa popular para resolver esse conflito. Eu fico com idéia de que já que a Constituição permite ao legislativo criar leis temporárias, porque não tentar uma lei de liberação temporária, só assim poder-se-ia discutir o assunto num plebiscito com conhecimento de causa.

  11. Fernando disse:

    ENQUANTO HOUVER CONSUMO, HAVERÁ VENDEDORES.

    QUEREM ACABAR MESMO COM OS VENDEDORES DE DROGAS???

    Uma solução é distribuir grátis e os vendedores ra terão de trabalhar para ganhar dinheiro de outra fonte.

  12. vah disse:

    gente, não existe praticamente nenhuma vantagem se liberarem as drogas, que nem a liberação das armas de fogo, para o brasil principalmente, um pais que as pessoas não tem necessidade se usa-las para defender de algum animal e tudo mais.. então elas usam para que??

  13. felipe disse:

    claro q eu sou contra
    ja pensou o caos que ia ser?
    a violencia aumentaria,a criminalidade tanbem,
    os presidios lotariam pq as pessos iriam usar a droga e sair por aí roubando e matando.
    definitivamente NÃOOOOOOOO!

  14. levi disse:

    Michela,

    Como a última opinião antes da sua foi a minha, entendo que você se dirige a mim.

    A minha sugestão quanto a uma permissão controlada e sob condições restritas, a fiz pós analisar os aspectos que rodeiam o livre arbítrio e o bom senso que são peculiares ao ser humano, não tendo a pretensão de apresentar a melhor idéia, a melhor coisa, apenas aquilo que computei como bom, o que me deixou em paz comigo mesmo, fato que se dá desde o ano de 2000.

    Paz comigo mesmo em face de que me via angustiado pela perda de dois irmãos para o vício, bem assim da sociedade tendo que se ajolhar aos interesses de “COMERCIANTES” que imperam o mundo.

    Vi que todas as sociedades perderam a guerra, uma mais outras menos, vi também que não é do ser humano bater palmas para estilos de governo que executam os viciados e os que comercializam as drogas.

    Vi que os alvos preferidos das ações dos traficantes são os que estão na puberdade, ou seja, menores de idade.

    Vi que governantes se beneficiam ou são omissos, daí o desinteresse de solução, restando apenas não a legalização, afinal não se pretende receber impostos e taxas de algo desprezível, a desgraça alheia, mas sim de dar uma saida inteligente e solucionadora do consumo e do tráfico, esse prejudicial à sociedade como um todo, enquanto aquele só aos usuários.

  15. michela disse:

    não concordo com a sua opinião tantos recursos sera que essa e a unica saida

  16. levi disse:

    Regulamentação, não legalização.

    Deva-se defender idéia já posta em prática pelo país quanto ao jogo.

    Há mais de quarenta anos o estado brasileiro trouxe para dentro de um agente financeiro, a Caixa Econômica Federal, que ficou com o mister de controle, comercialização, exceto do jogo do bicho cujo resultado é notório.

    Desse modo, entendo que deva o estado dispor de áreas de plantio, estrutura industriais de transformação, daí fornecê-la de modo gratuito.

    Para fazer uso, deve o suposto usuário passar por triagem sanguínea que comprove a dependência, sendo estabelecido ao usuário e família apoio psicológico em frentes diferentes, sendo a principal ao usuário para ciência das conseqüencias das drogas sobre seu organismo, sobre o seio familiar e social em que vive.

    Para garantir suporte financeiro ao programa, estendo que deva o estado brasileiro suspender a penalidade de prisão aos apenados por tráfico, exceto os que praticaram outros crimes em conjunto.

    Para que se tenha idéia da carga carcerária desse tipo de crime, em 2000, o RJ dispunha de 10.000 apenados, passíveis, portanto, desse benefício, suspendendo-o automaticamente em caso de reincidência com o tráfico.

    Ao assim proceder, mais que imediato finda o tráfico e suas vertentes de violência; o estado age de modo racional, não emocional; o estado trata devidamente pessoa considera pela lei como enferma; o estado pode procurar meios médicos para encontrar meios médicos e científicos a cura da dependência já instalada;

    Caso os demais países tomem a mesma medida, em uma geração devamos ter findado com as consequências das drogas ilícitas, afinal quem vai comprar, quem vai vender se o estado fornece?

  17. alexandre mendes dos santos disse:

    Não podemos (é anti-científico) afirmar com convicção absoluta que a liberação das chamadas drogas ilegais (ilegais porque? seriam mais maléficas que o álcool ou o cigarro?)vai se transformamr em desastre. Baseados em que, visto que é uma experiência que (pelo menos no Brasil) desconhecemos? Não seriam essas opiniões advindas de paradigmas e preconceitos culturais e religiosos? Quantos são e quem são os que lucram com o controle de um mercado de enorme demanda?

  18. MARKUT disse:

    É evidente que a liberação não resolve o problema.
    Seria necessário investir mais na avaliação do que está acontecendo do lado do aumento do consumo.
    Talvez as distorções provocadas pelo nosso viés consumista, as angústias mal resolvidas da nossa cultura execessivamente competitiva e vazia de outros valores como respeito,educação, valorização da família, como ingredientes necessários para a dispensa dos paliativos, que agigantam o mercado consumidor das drogas.