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austeridade na Grécia

Oposição acusa novo governo grego de iludir a população

O ex-ministro grego Evangelos Venizelos atacou o atual primeiro-ministro, Alexis Tsipras, afirmando que ele tem um discurso para a população e outro para os credores internacionais

Oposição acusa novo governo grego de iludir a população
Há dois meses no cargo, Alexis Tsipras enfrenta agora as expectativas criadas por suas promessas de campanha (Reprodução/WSJ)

O ex-ministro grego Evangelos Venizelos ridicularizou o novo primeiro-ministro do país, Alexis Tsipras, e seu partido de esquerda, o Syriza, que venceram as últimas eleições prometendo uma revolução anti-austeridade.Venizelos fez parte do governo anterior, defensor das medidas de austeridade, bastante impopulares na Grécia.

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Em discurso no parlamento grego, Venizelos acusou Tsipras de iludir a população.“O governo está enganando a si mesmo usando dois discursos. Eles estão dizendo uma coisa no país e outra coisa para os credores”, afirmou na última sexta-feira, 20, durante um debate do programa governamental de anistia para coletar impostos não pagos.

Tsipras e seu partido estão sofrendo para cumprir as promessas de campanha. Apesar de os líderes do governo afirmarem que o planejamento continua seguindo um bom caminho, eles estão se esforçando para fazer a transição sem que a Grécia sofra interferência econômica dos países vizinhos.

As lutas internas estão piorando à medida que as facções de esquerda ficam insatisfeitas com as promessas de Tsipras aos credores. Críticos de esquerda e de direita estão questionando se o governo tem um plano viável para reiniciar o crescimento econômico. Segundo especialistas, é preciso demonstrar a capacidade de firmar um acordo com a Europa para manter a saúde financeira do país, uma questão que vai ser o centro das atenções nesta segunda-feira, 23, quando o primeiro-ministro reúne-se em Berlim com a chanceler alemã Angela Merkel.

Promessas não cumpridas

A economia grega se deteriora com a especulação pós-eleição e a incerteza com a política de resgate financeiro. A arrecadação de impostos também caiu, colocando em questão a capacidade dos governantes de pagar os trabalhadores do Estado e cumprir outras obrigações.

Os líderes gregos pediram uma extensão do resgate financeiro aos seus principais credores, Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e a Comissão Europeia. A liberação da verba de 7,2 bilhões de euros foi condicionada a divulgação de uma lista de reformas estruturais que substituam as medidas de austeridade adotadas pelo governo anterior. O Syriza havia afirmado durante a campanha que não aceitaria dinheiro do FMI, mas o montante tornou-se um mal necessário.

Há dois meses no cargo, Alexis Tsipras enfrenta agora as expectativas criadas por suas promessas de campanha, onde afirmou que revogaria leis de austeridade, pararia privatizações, recontrataria funcionários públicos e acabaria com o negócio oligárquico corrupto. Nenhuma dessas promessas foi cumprida até o momento e algumas foram retiradas.

Fontes:
New York Times-In Greece, Syriza Struggles to Deliver Promises as Money Runs Out

2 Opiniões

  1. Henrique de Almeida Lara disse:

    Ilude mesmo, pois o discurso demagógico desses ideólogos esquerdistas coloca na mente do povo uma esperança inalcançável por prometer coisas que estão fora da realidade e, por isso, impossível de se realizar. É o que o PT e suas lideranças têm feito com os brasileiros, levando-os a acreditar em mentiras. Ainda bem que o povo está começando a cair na realidade e reconhecendo-se enganado.

  2. Joma Bastos disse:

    Deixem Tsipras trabalhar! Ele não pode fazer pior do que o anterior governo, que levou a economia grega ao colapso.

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