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‘OTAN chinesa’

Organização de Cooperação de Xangai atrai novos membros

Grupo de países asiáticos tem como meta o combate ao extremismo, terrorismo e separatismo

Organização de Cooperação de Xangai atrai novos membros
A OCX parece uma espécie de Otan liderada pela China (Reprodução/Internet)

A pista está no nome. A Organização de Cooperação de Xangai (OCX) um grupo deseis países – China, Cazaquistão, Quirguistão, Rússia, Tadjiquistão e Uzbequistão – tem como objetivo ser a instituição de segurança dominante na região, mas sua origem e propósitos são em grande parte chineses. Portanto,parece bastante preocupante do ponto de vista ocidental que o grupo tenha concordado em aceitar novos membros, e que Índia, Paquistão e Irã estão todos interessados. À primeira vista, a OCX parece uma espécie de Otan liderada pela China, no entanto, isso não é exatamente o tipo de organização que ela quer ser.

Nos dias 11 e 12 de setembro a OCX realizou a sua cúpula anual em Dushanbe, a capital do Tajiquistão. Os membros concordaram em adotar procedimentos para a expansão do órgão, primeiro para os países que já são observadores. Índia e Paquistão devem virar membros no próximo ano. O Irã foi desqualificado porque está sob sanções da ONU. Outro observador, a Mongólia, é uma democracia e há muito tempo reluta em se juntar ao que parece ser um clube de países autoritários. Afeganistão, o ultimo observador, tem outras prioridades.

Em agosto, a OCX realizou seus maiores exercícios militares conjuntos até agora, um treinamento antiterrorista na Mongólia envolvendo mais de 7 mil militares. Membros do órgão, no entanto, insistem que não se trata de uma aliança como a OTAN, mas uma “parceria” sem adversários em mente. Isso não é inteiramente verdade. A Organização de Cooperação de Xangai sempre foi explicitamente dirigida contra três inimigos, mesmo que eles sejam apenas substantivos abstratos: as “três forças malignas” do terrorismo, separatismo e extremismo. Todos os membros da OCX enfrentam a ameaça do extremismo islâmico em seus territórios.

Daí o apelo em Dushanbe de Xi Jinping, o presidente da China, para que a organização “se concentre no combate ao extremismo e ao terrorismo na internet que se espalharam pela região”. Visto assim, não como um bloco regional de segurança mas como um esforço de combate ao terrorismo transfronteiriço – o grupo parecer menos ameaçador.

 

Fontes:
The Economist-Pax Sinica

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