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Agricultura

Os benefícios das colheitas geneticamente modificadas

Pesquisa revela que as colheitas geneticamente modificadas (GM) proporcionam grandes benefícios para a produtividade da agricultura sustentável

Os benefícios das colheitas geneticamente modificadas
Muitos países em desenvolvimento evitam adotar a tecnologia das colheitas GM (Reprodução/The Economist)

Em 4 de novembro, os eleitores do Colorado rejeitaram a proposta de criar etiquetas especiais para alimentos preparados com ingredientes geneticamente modificados (GM). É provável que os eleitores em Oregon também rejeitem uma proposta semelhante, embora a contagem de votos ainda não tenha terminado.

No entanto, independente do resultado, os referendos indicam a polêmica criada em torno da tecnologia das colheitas geneticamente modificadas.

Por acaso, no dia anterior à votação, a revista científica online, PLOS ONE, publicada pela Public Library of Science, divulgou o estudo mais abrangente realizado até o momento sobre os efeitos da modificação genética das colheitas na agricultura. Os autores da pesquisa, Matin Qaim e Wilhelm Klümper, da Universidade de Göttingen, na Alemanha, examinaram textos referentes aos impactos econômicos e na agronomia das colheitas geneticamente modificadas publicados em inglês entre 1995 a março de 2014.

Do ponto de vista comercial, a modificação genética pode dar mais resistência às colheitas contra as pragas de insetos. Ou imunizá-las contra o efeito letal do glifosato, o que permite aos agricultores pulverizar suas plantações com esse herbicida para matar outras plantas, sobretudo, ervas daninhas. Em consequência, diz o estudo, as colheitas têm um custo de produção mais baixo, embora a necessidade de menos pesticidas seja compensada por preços mais elevados de sementes. Mas com a combinação das duas formas de modificação, o aumento do lucro é tão expressivo (9% acima de colheitas sem modificação genética imunes a herbicidas e 25% de resistência às pragas de insetos), que agricultores com plantações geneticamente modificadas têm lucros 69% mais elevados, dos que ainda mantêm culturas tradicionais.

No entanto, muitos países em desenvolvimento evitam adotar a tecnologia das colheitas GM, com medo de não conseguir exportá-las para lugares onde são proibidas, em especial para a União Europeia. Mas, de acordo com Qaim e Klümper, as colheitas GM em países em desenvolvimento, mais vulneráveis às pragas e às ervas daninhas, têm lucros superiores a 14% comparados aos dos países desenvolvidos.
Klümper e Qaim esperam que o trabalho deles “possa ajudar a aumentar aos poucos a confiança do público nessa tecnologia promissora”. Pelos debates acalorados em Oregon e Colorado, esse processo será longo.

Fontes:
The Economist-Field research

1 Opinião

  1. Daniel Corrêa disse:

    Lucro, lucro, lucro!
    O estudo deve ser mais abrangente, já que só interessa o lucro, deveriam olhar o que o consumo deste veneno causa a longo prazo! E o custo que isso terá sobre os sistemas de saúde! Um completo absurdo liberar isso! No futuro teremos dois tipos de consumidores. Os ricos bem informados e com condições de comprarem produtos orgânicos e saudáveis, e os pobres comendo produtos geneticamente modificados e desenvolvendo doenças como câncer e outras que ninguém consegue explicar a sua origem, já que estes produtos tendem a ser muito mais baratos!
    Quem viver verá!
    Vejam o caso do milho geneticamente modificado e o que ele causa a longo prazo, pesquisem, afinal é o que vcs e seus filhos comem e isso deveria ter prioridade sobre outras coisas como comprar uma tv nova.

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