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Pena de Morte

Os coquetéis perigosos das injeções letais nos Estados Unidos

Clayton Lockett, condenado à pena de morte pelo estado de Oklahome, passou 43 minutos contorcendo-se e gritando de dor na maca até morrer

Os coquetéis perigosos das injeções letais nos Estados Unidos
Há pouco tempo um componente essencial no coquetel letal ficou difícil de encontrar no mercado (Reprodução/Wikipedia)

Quando os estados começaram a usar injeções letais para executar condenados à morte no final da década de 1970, a ideia foi de utilizar um método mais humano de execução. Os estados aboliram as cadeiras elétricas e o método funcionou com eficácia durante alguns anos. Mas há pouco tempo um componente essencial no coquetel letal ficou difícil de encontrar no mercado. Por esse motivo, 32 estados que têm pena de morte usaram outros medicamentos na composição das injeções, com resultados terríveis. Em 29 de abril de 2014, quando o estado de Oklahoma usou um novo medicamento para executar Clayton Lockett, o condenado passou 43 minutos contorcendo-se e gritando de dor na maca até morrer.

Quase um ano depois a Suprema Corte examinou o caso de três condenados à morte, que teriam um destino semelhante. O caso, Glossip v Gross, girou em torno de reivindicações médicas complexas e difíceis de verificar a respeito do uso de um novo remédio, o anestésico midazolam, que aparentemente provocou dor em Lockett e causou execuções penosas em Ohio e Arizona. 

A questão fundamental para exame dos juízes é se o midazolam de fato provoca a perda de consciência do condenado antes que dois outros medicamentos, o brometo de pancurônio que paralisa o diafragma e o cloreto de potássio que interrompe os batimentos cardíacos, sejam injetados. Essas substâncias se injetadas em pessoas semiconscientes causam  uma dor lancinante.

Fontes:
The Economist-Dangerous cocktails

1 Opinião

  1. Roberto Henry Ebelt disse:

    Essa história não está bem contada. Se querem acabar com a pena de morte, que sejam claros. Agora dizer que não existem no mercado drogas que acabam com um indivíduo, sem dor, é a mais deslavada mentira. Basta perguntar a um anestesiologista. É só errar na quantidade de uma determinada substância no processo de anestesiamento e o paciente morre na hora. Essa é uma das razões porque a máquina de anestesiar da Johnson & Johnson ainda não foi aprovada pelo FDA. O conhecimento médico dos anestesiologistas ainda é indispensável para manter a vida do anestesiado.
    No RS, uma auxiliar de enfermeira matou o enteado sem maiores dificuldades com uma dose extra de Midazolan, que é obtenível, em qualquer farmácia brasileira, com receita médica.
    Por que os que são contrários à pena de morte não são claros em suas pretensões?
    Considerando o que os governos fazem contra seus cidadãos, é até lógico que não lhes atribuamos poder de vida e morte sobre nós mesmos.

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