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Os curdos ainda buscam independência política e territorial

Atualmente, a região curda no Iraque, onde vivem cerca de 6 milhões de pessoas, tem uma independência apenas nominal, um mero apêndice de um país conflituoso

Os curdos ainda buscam independência política e territorial
Os curdos são um dos maiores grupos étnicos do mundo sem uma nação independente (Reprodução/Getty Images)

Com uma população de pelo menos 25 milhões de pessoas, que vivem nos territórios da Turquia, Irã, Iraque, Síria e Armênia, os curdos são um dos maiores grupos étnicos do mundo sem uma nação independente. Outros grupos étnicos têm suas pequenas nações no Oriente Médio ao lado dos árabes, dos persas e dos turcos. Os judeus criaram (ou, segundo a Bíblia, recriaram) Israel depois da Segunda Guerra Mundial; a Armênia e a Geórgia reconquistaram a independência em seguida ao colapso da antiga União Soviética.

Os curdos quase realizaram seu sonho logo após a Primeira Guerra Mundial e a queda do Império Otomano, quando o tratado de Sèvres previu a criação de uma nação curda independente, e depois da Segunda Guerra Mundial, com a existência durante dez meses da república de Mahabad na região noroeste do atual Irã. Atualmente, a região curda no Iraque, onde vivem cerca de 6 milhões de pessoas, tem uma independência apenas nominal, um mero apêndice de um país conflituoso. Desde 1991, quando o Ocidente começou a proteger os curdos das perseguições de Saddam Hussein, a região prosperou. E no devido tempo, merecerá seu lugar na comunidade dos países independentes.

A criação de um Estado independente daria uma proteção internacional aos curdos contra qualquer tentativa violenta do Iraque e da Turquia de reafirmar seu controle. Os curdos querem conquistar a independência política e territorial. E merecem.

 

Fontes:
Economist-Set the Kurds free

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