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Israel-Palestina

Os custos políticos da volta às armas

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Durante cinco meses a Faixa de Gaza esteve livre da violência mais brutal, graças a um cessar-fogo acordado em junho pelo Hamas e por Israel. Mas agora o mundo volta a ver imagens de  milicianos disparando suas armas e corpos envoltos em símbolos do martírio e.

O novo ciclo de violência e bloqueio econômico começou no dia 4 de novembro, quando o Exército de Israel fez uma incursão a Gaza a fim de destruir um túnel que teria sido usado para seqüestrar um soldado israelense. Mas ambas as partes têm boas razões políticas para conter a escalada da violência.

Em Israel haverá eleições gerais em fevereiro e nenhum candidato a primeiro-ministro gostaria de ir às urnas com foguetes palestinos caindo sobre Jerusalém e sob acusações de que são lenientes em matéria de segurança.

Por outro lado, o Hamas tem se beneficiado com a polarização provocada por anos de derramamento de sangue. Mas agora, com a eleição de Barack Obama, talvez seja melhor para o movimento radical islâmico esperar para ver se o novo presidente dos EUA será mais aberto ao diálogo. Voltar às armas neste momento poderia enfraquecer o Hamas diante do Fatah, do presidente palestino Mahmoud Abbas.

Fontes:
Economist - The Palestinians:The return of blood and anger

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