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Os impactos do ebola na economia

Não se trata apenas de uma emergência médica, mas também econômica

Os impactos do ebola na economia
Se a epidemia não for contida logo, danos são também previstos para o ano que vem no setor econômico (Reprodução/Carl de Souza/AFP)

O primeiro caso registrado de epidemia de Ebola no oeste africano é de dezembro de 2013, em Guéckédou, uma área florestal da Guiné, perto da fronteira com Libéria e Serra Leoa. Viajantes infectados com o vírus cruzaram a fronteira, e no fim de março havia oito casos suspeitos registrados na Libéria e seis em Serra Leoa.

No final de junho 759 pessoas já tinham sido infectadas, e 467 mortas pela doença, fazendo dessa a pior epidemia de Ebola da história. Os números não estão apenas subindo, eles estão acelerando. Em 14 de outubro 9.216 casos e 4.555 mortes já foram registradas mundialmente, a grande maioria nesses mesmos três países. E há suspeitas de que essa é uma estimativa muito baixa.

Não se trata apenas de uma emergência médica, mas também econômica. Quem está doente não pode trabalhar, e o medo de ser infectado faz com que outros não queiram ir para o trabalho. Viagem e transporte se tornam muito mais complicados.

Um estudo feito pelo Banco Mundial sobre os impactos causados, lançado em 8 de outubro, estima que o impacto a curto prazo da epidemia nas economias da Guiné, Libéria e Sierra Leone em termos de danos ao PIB chega a 359 milhões de dólares. Se a epidemia não for contida logo, danos são também previstos para o ano que vem, no que o Banco chama de uma situação de “Alta Ebola”, causando perda econômica para a Libéria equivalente a 12% do PIB.

 

Fontes:
The Economist-The toll of a tragedy

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