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Os pobres esquecidos dos EUA

Os pobres norte-americanos foram pouco mencionados na campanha de reeleição de Barack Obama. Eles mereciam mais do que isso

Os pobres esquecidos dos EUA
Deterioração da estrutura familiar entre os pobres ameaça aprisionar as crianças no fundo da escala social (Reprodução/Getty)

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Cerca de 15% dos norte-americanos (cerca de 46,2 milhões de pessoas) se encontram abaixo da linha da pobreza. É preciso recuar até o início da década de 60 – antes dos grandes programas sociais de Lyndon Johnson – para encontrar uma taxa de pobreza significativamente mais alta. Muitas outras pessoas não conseguem suprir as necessidades básicas mensais de suas famílias, e há sinais de que este contingente esteja aumentando.

Há muito tempo o destino dessas pessoas tinha um peso determinante sobre os políticos norte-americanos. Ronald Reagan se gabava ter ajudado aos pobres ao ter-lhes isentado de pagar o imposto de renda federal. Jack Kemp, o companheiro de chapa de Bob Dole em 1996, procurou liderar uma “nova guerra contra a pobreza”. George W. Bush considerou a “pobreza profunda e persistente… indigna da promessa de nosso país”.

Este não é mais o caso. Os orçamentos estão apertados e a rede de segurança custa caro. Mitt Romney afirmou não estar preocupado com os extremamente pobres porque estes contavam com uma rede de proteção social para tomar conta deles.

O plano do segundo mandato de Obama mencionou a pobreza apenas uma vez, e durante a campanha falou cautelosamente a respeito “daqueles que pretendem chegar à classe média”. “Pobre”, no entanto, é uma palavra de cinco letras.

A reeleição de Obama e o controle Democrata do senado dá aos programas anti-pobreza federais um nível de segurança que seria impossível sob um governo presidido por Romney. Mas a pobreza americana impõe desafios que vão além do auxílio de uma única presidência ou programa. Antigamente aqueles que não concluíam o ensino médio conseguiam chegar à classe média através de um emprego em uma linha de montagem: não mais. Os empregos de baixa especialização e salários altos que muitos usavam para escapar da pobreza no século XX não estão mais disponíveis. A deterioração da estrutura familiar entre os pobres ameaça aprisionar as crianças no fundo da escala social ao longo de suas vidas inteiras. E os iminentes cortes de gastos discricionários ameaçam a já fina rede de segurança americana.

A taxa de pobreza de 15% é calculada com o uso de um limite de pobreza federal de US$ 11.702 em renda anual individual ou de US$ 23.201 para uma família de quatro, o que é cerca de 44% da renda mediana para um indivíduo e 30% para uma família de quatro.

Fontes:
The Economist-In need of help

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1 Opinião

  1. Percio disse:

    Besteira. Morei e trabalhei la. Quem quiser trabalha de dia de noite ou ambos , se puder. So nao pode escolher trabalho. Pobre e porque nao quer encarar ocuapcoes bracais ou ruins. Pergunte a qualquer imigrante se a noticia faz algun sentido.

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