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Papa Francisco

Os pontos negativos da encíclica do meio ambiente

Artigo critica pontos do documento papal sobre as mudanças climáticas

Os pontos negativos da encíclica do meio ambiente
O Papa Francisco divulgou sua encíclica sobre o meio ambiente na última quinta-feira, 18 (Foto: Wikimedia)

Na última quinta-feira, 18, o Papa Francisco divulgou sua encíclica sobre o meio ambiente, levantando vários pontos importantes. Mas o documento deve servir como uma chamada para ação, não como uma orientação abrangente para os decisores políticos mundiais. Segundo o artigo de opinião de Stephen Stromberg, no Washington Post, o papa não entendeu algumas coisas sobre as mudanças climáticas.

O autor viu como positivo o fato de o Vaticano insistir que as pessoas devem levar as advertências dos cientistas a sério, notando o grande volume de trabalho científico sobre os riscos do gases estufa. Além disso, ele também concordou quando Francisco enfatizou que é provável que os mais pobres do mundo sintam o peso dos efeitos da mudança climática, fato que normalmente não é discutido no debate americano, que é mais frequentemente focado nas potenciais consequências para os agricultores da Califórnia, fazendeiros do Texas ou proprietários de imóveis à beira-mar em Nova York.

No entanto, segundo o autor, a profunda desconfiança do pontífice do livre mercado o leva a conclusões erradas sobre como enfrentar o aquecimento global. “A estratégia de comprar e vender ‘créditos de carbono’ pode levar a uma nova forma de especulação que não ajudaria a reduzir a emissão de gases poluentes em todo o mundo”, escreveu o papa. “Pode simplesmente tornar-se uma manobra que permite a manutenção do consumo excessivo de alguns países e setores.”

A estratégia de “créditos de carbono” a qual o papa se refere iria colocar um preço sobre a emissão de dióxido de carbono, fazendo refletir os custos sociais da poluição no preço de bens e serviços. Muitos ambientalistas gostam da ideia porque haveria uma exigência legal de que as emissões não poderiam violar um limite máximo fixado. Economistas gostam dessa abordagem porque iria tirar o carbono da economia a um custo mínimo. Empresas e consumidores que fazem milhões de escolhas individuais ao longo do tempo iriam investir em eficiência energética, afastando-se de modos de produção com elevadas emissões.

Um benefício da precificação do carbono é que isso seria modesto, canalizando o comportamento humano para avançar em direção a um objetivo comum, em vez de ditar à sociedade como ela vai chegar lá. Francisco vê isso como uma desvantagem. “Isso é realista?”, pergunta ele, “A esperança de que aqueles que estão obcecados com a maximização dos lucros vão parar para refletir sobre os danos ambientais que eles vão deixar para as gerações futuras?” A resposta implícita do papa é “não”. A resposta correta, para o autor, é “sim, se os seus lucros dependem dele.”

Ingenuidade papal

Francisco também não é muito claro sobre a sua alternativa. Ele cita várias ideias boas, como o aumento da eficiência energética, a construção de melhores edifícios e desenvolvimento de tecnologias energéticas mais limpas. Mas isso é quase tudo: o papa parece querer uma reestruturação fundamental da economia mundial baseada na ação moral espontânea.

 

Fontes:
The Wasington Post-What Pope Francis gets wrong about climate change

2 Opiniões

  1. Élio J. B. Camargo disse:

    Não há um problema ambiental, apenas um problema de excesso populacional. A quinhentos anos por aqui era um paraíso. Limite isso, como fez a China e se resolve isto.
    Mas a sua igreja, contra a limitação, não colabora com isso, pelo contrário incentiva o aparecimento de “novos predadores da Natureza.
    É muita cara-de-pau colaborar e incentivar para a destruição do planeta e ainda querer dar lição de bom mocinho!

  2. Roberto1776 disse:

    Jorge está se metendo em assuntos que não entende.
    Parece que leva muito a sério o desacreditado IPCC.
    Só falta agora ir lamber as botas dos tiranos daquele aterro sanitário do Caribe, como Pio XII fez com os nazistas.
    Será que ele não sabe que nazistas e comunistas são frutos da mesma árvore?

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