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Biotecnologia

Os primeiros chips de órgãos estão chegando ao mercado

Os chips podem acelerar o teste de medicamentos e reduzir o uso de animais como cobaias emexperimentos científicos

Os primeiros chips de órgãos estão chegando ao mercado
Os chips de órgãos ainda precisam ser aprovados pelas agências reguladoras (Reprodução/Wikipedia)

Em um laboratório recém-inaugurado ao norte de Londres, está sendo realizado um experimento para descobrir como o fígado reagirá a um novo medicamento. Em geral, esse tipo de teste é feito com células do fígado cultivadas em placas de Petri ou, como exigem as agências reguladoras antes de aprovar medicamentos para testes clínicos, em animais como camundongos e cachorros. Mas esse experimento usa um pequeno dispositivo do tamanho de um smartphone. O dispositivo contém um fígado em miniatura feito a partir de células humanas e promete resultados mais confiáveis. Trata-se de uma das primeiras versões comerciais do que os bioengenheiros chamam de órgãos humanos em um chip.

O chip biotecnológico de um fígado humano, denominado Quantum-B, foi desenvolvido pela CN Bio, uma empresa originária da Universidade de Oxford e atualmente com sede em Welwyn GardenCity. O Quantum-B foi criado para ajudar os pesquisadores na busca de uma cura para a hepatite B, uma infecção viral do fígado. Nos Estados Unidos o Wyss Institute da Universidade de Harvard criou um chip com um pulmão em miniatura e a Universidade da Califórnia em Berkeley, desenvolveu o projeto de um chip de um coração. Chips imitando o rim, intestino, tecido muscular, gordura, ossos e pele também estão em desenvolvimento.

Se esses dispositivos forem aprovados pelas agências reguladoras, o uso de animais em testes de medicamentos em laboratórios poderá ser eliminado. Os animais não são necessariamente análogos aos seres humanos em razão de diferenças biológicas fundamentais. Os testes em tecidos em placas de Petri às vezes não são confiáveis, porque suas células param de funcionar com frequência. Os dados mais realistas dos testes realizados com órgãos humanos em um chip podem acelerar o desenvolvimento de remédios e permitir que os pesquisadores façam experimentos arriscados demais para voluntários humanos.

Fontes:
The Economist-Towards a body-on-a-chip

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