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Espionagem em hotéis

Os recursos sofisticados da espionagem atualmente

Em geral, os alvos dos hackers são pessoas da Índia, Japão e Coreia do Norte, países que já têm armas nucleares ou que podem fabricá-las com facilidade

Os recursos sofisticados da espionagem atualmente
O hóspede do hotel não poderia ter a menor ideia de quem tinha invadido seu computador (Reprodução/Getty Images)

Diplomatas e homens de negócios que visitavam a antiga Alemanha Oriental pensavam, em geral com razão, que a Stasi, a polícia secreta alemã, espionava os quartos dos hotéis com microfones escondidos na cabeceira da cama ou com câmeras minúsculas atrás dos quadros pendurados nas paredes.

Hoje, os recursos de espionagem são muito mais sofisticados. Em 10 de novembro, a Kaspersky Labs, uma empresa russa produtora de softwares de segurança para a Internet, revelou que um grupo chamado DarkHotel, invadia ilicitamente as conexões Wi-Fi de hotéis desde 2007 para espionar hóspedes específicos. Wired fez um bom relato da operação de espionagem eletrônica desse grupo.

O hóspede do hotel não poderia ter a menor ideia de quem tinha invadido seu computador. Quando se conectou com a rede Wi-Fi do hotel cinco estrelas, o hóspede recebeu uma mensagem que havia uma versão atualizada do Adobe. Ao clicar para aceitar o download, um hacker começou a interceptar suas mensagens eletrônicas. Esses hackers sofisticados haviam espionado a rede Wi-Fi do hotel durante dias à espera que o hóspede se registrasse. Eles enviaram um arquivo para o servidor do hotel dias antes da chegada do hóspede, depois o deletaram quando ele saiu.

Em geral, os alvos dos hackers são pessoas da Índia, Japão e Coreia do Norte, países que já têm armas nucleares ou que podem fabricá-las com facilidade. A Ásia concentra o maior número de hotéis com sistemas de computadores invadidos de forma ilícita por hackers, mas existem alguns nos Estados Unidos. Certos indícios apontam o governo da Coreia do Sul como responsável pela espionagem.

Executivos-chefes de empresas de armamentos americanas (os Estados Unidos são os principais aliados da Coreia do Sul na região), além de CEOs de grandes empresas de “todos os setores relacionados ao desenvolvimento econômico e investimentos” foram também vítimas da espionagem eletrônica.

Fontes:
The Economist-Spy-fi

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