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Carta anual da Fundação Gates

Os três mitos que impedem o progresso dos pobres

Crença de que o mundo não pode resolver as questões de pobreza extrema e doenças não é apenas errada, mas também prejudicial, diz Bill Gates

Os três mitos que impedem o progresso dos pobres
Países africanos estão criando sistemas comunitários de saúde com excelentes retornos (Fonte: Reprodução/Gates Foundation)

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Na carta anual publicada no site da Fundação Bill & Melinda Gates, Bill Gates, o fundador da Microsoft, diz que a crença de que o mundo não pode resolver as questões de pobreza extrema e doenças não é apenas errada, mas também prejudicial. Na carta de 2014 da fundação, Bill Gates e Melinda destacam os três mitos que, segundo eles, entravam o trabalho.

O primeiro mito

 

O primeiro deles é a percepção de que os países pobres estão condenados a continuar pobres. Segundo Gates, o fato é que rendas e outros indicadores de bem-estar humano estão aumentando em quase todo o mundo, incluindo a África.

O fundador da Microsoft ressalta que a melhor forma de responder ao mito de que os países pobres estão condenados a continuar pobres é destacar o fato de que eles não continuam pobres. Muitos – embora não todos – dos países que chamávamos de pobres agora têm economias vibrantes. Além disso, a porcentagem de pessoas muito pobres diminuiu em mais da metade desde 1990.

Bill Gates conclui que alguns dos chamados países em desenvolvimento na verdade já se desenvolveram e que muitos outros estão a caminho. Além disso, ele prevê que até 2035 quase não haverá mais pobres no mundo (de acordo com a atual definição de pobreza). “Os países aprenderão com seus vizinhos mais produtivos, beneficiando-se de inovações como novas vacinas, melhores sementes e a revolução digital”, ressaltou.

O segundo mito

 

O segundo mito apontado por Bill Gates é o de que a ajuda externa é um grande desperdício. Essa percepção, segundo Gates, dá aos líderes políticos a desculpa para tentar cortar a assistência — o que significaria menos vidas salvas e mais tempo até que os países se tornem autossuficientes.

O fundador da Microsoft ressalta ainda que a ajuda é somente uma das formas de se combater a pobreza e doenças, e que os países ricos também precisam de mudanças de políticas, como a abertura de seus mercados e a redução de subsídios agrícolas. Além disso, os países pobres precisam investir mais em saúde e desenvolvimento para sua própria população.

Bill Gates diz também que espera que possamos parar de discutir se a assistência funciona e que possamos dedicar mais tempo em discutir como fazê-la funcionar melhor.

O terceiro mito

 

O terceiro e último mito destacado por Gates é a crença de que salvar vidas leva a uma superpopulação. Ainda de acordo com o fundador da Microsoft, nós tornamos o futuro sustentável quando investimos nos pobres, e não quando insistimos em seu sofrimento.

Gates observa que, no Brasil, por exemplo, à medida que a taxa de mortalidade infantil diminuía ao longo dos anos, a taxa de natalidade seguia a mesma tendência. A população também cresceu mais lentamente à medida que mais crianças sobreviviam.

“Salvar vidas não leva à superpopulação. Na verdade, o que acontece é exatamente o contrário. Criar sociedades nas quais as pessoas desfrutem de saúde básica, alguma prosperidade, igualdade fundamental e acesso a anticoncepcionais é a única forma de garantir um mundo sustentável. Construiremos um futuro melhor para todos dando às pessoas liberdade e poder para construir um futuro melhor para si próprias e para suas famílias”, conclui Bill Gates.

Fontes:
Gates Foundation - 3 MYTHS THAT BLOCK PROGRESS FOR THE POOR

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3 Opiniões

  1. Áureo Ramos de Souza disse:

    Falar de Barriga cheia é bom demais, sei que a anos atrás antes de torna-se um dos homens mais ricos do mundo esse pensamento não existia e sim o que procurava era um meio de sobreviver com o que possuía e com piscar de olho vei aquela do gato Felix “?” e a Microsoft deu a ele o que tem hoje e até o pensar mudou disto tenho certeza.

  2. Afonso Schroeder disse:

    Bill Gates, homem competente, inteligente, mostrou sua capacidade ao mundo, devia ser o supervisor de todos os presidentes ocidentais, tal a capacidade de pensar na grandeza, falta ao homem Estadista este ingrediente de pensar na recuperação dos miseráveis de todo Ocidente e isto não acontece em virtude dos compromissos assumidos já nas candidaturas eleitorais, pois se verifica aquele que ganha ou na sua grande maioria das vezes esta totalmente comprometido com as elites, no Brasil aconteceu o inversos em 2003 a grande maioria do povo buscou um caminho novo, que no meu modesto entendimento vêm dando certo, mas volto a afirmar Bill Gates podia e devia encabeçar um movimento de supervisão com uma equipe aconselhando todos os presidentes eleitos independente de cor partidária.

  3. Luis Barati Silva disse:

    Parece tão bonitinho, mas é o pensamento típico do “american way of life” ou do “american dream” em ação. Só falta ele inventar uma nova versão da Doutrina Monroe em escala mundial.

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