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MANOBRAS CONJUNTAS

Otan inicia maiores exercícios militares desde a Guerra Fria

Manobras militares vão contar com a participação de 50 mil soldados, 10 mil veículos e 31 países

Otan inicia maiores exercícios militares desde a Guerra Fria
Trident Juncture foi iniciado nesta quinta-feira, 25 (Foto: Jens Stoltenberg/Twitter)

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A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) iniciou nesta quinta-feira, 25, seu maior exercício militar desde o fim da Guerra Fria. As manobras militares vão se estender até o próximo dia 7 de novembro e contam com a participação de 31 países – todas as nações da Otan, mais Finlândia e Suécia, que são parceiras do bloco.

O Trident Juncture, como está sendo chamado o exercício militar, vai contar com 65 navios, 250 aviões, 10 mil veículos e 50 mil soldados de diferentes países. De acordo com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, os exercícios são para testar a força de reação da organização em caso de ameaça externa.

“Trident Juncture envia uma mensagem clara às nossas nações e a qualquer potencial adversário: a Otan não procura confronto, mas estamos prontos para defender todos os aliados contra qualquer ameaça”, afirmou Stoltenberg, em um comunicado à imprensa na última quarta-feira, 24.

O comandante responsável pela Trident Juncture será o almirante James G. Foggo, comandante das Forças Conjuntas Aliadas da Otan em Nápoles. As manobras militares vão acontecer na Noruega, áreas do Atlântico Norte e do Mar Báltico e no espaço aéreo da Finlândia e da Suécia.

Apesar de não falar diretamente, acredita-se que os exercícios militares da Otan sejam uma resposta às manobras militares da Rússia, que ocorreram no mês de setembro. Na época, os russos também fizeram os seus maiores exercícios militares desde a Guerra Fria. Com o objetivo de manter a transparência, a Otan convidou ainda observadores de países que não integram o bloco para verificar as manobras.

“Saúdo que a Rússia, assim como a Bielorrússia, tenham aceitado o convite”, destacou Stoltenberg. Críticos internacionais acreditam que a Rússia esteja preocupada com as mais recentes movimentações dos Estados Unidos, que é membro da Otan, e a maior presença de países do ocidente em nações próximas ao território russo.

 

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