Início » Vida » Ciência » Pacientes acompanhados têm atendimento mais rápido em hospitais, sugere pesquisa
Saúde

Pacientes acompanhados têm atendimento mais rápido em hospitais, sugere pesquisa

Pesquisa mostra que vítimas de um AVC que tem um acompanhante são atendidas mais rapidamente que pacientes desacompanhados

Pacientes acompanhados têm atendimento mais rápido em hospitais, sugere pesquisa
Os pacientes que chegavam acompanhados tinham duas vezes mais probabilidade de serem diagnosticados corretamente (Reprodução/Internet)

Todas as pessoas que chegam em um setor de emergência de um hospital querem ser atendidas o mais rápido possível, mas para pacientes vítimas de um acidente vascular cerebral (AVC) a rapidez no atendimento é uma questão de vida ou morte. Na forma mais comum de um AVC um coágulo de sangue bloqueia as artérias no cérebro, interrompe o fluxo sanguíneo e mata as células cerebrais próximas à área afetada, quase no mesmo instante. Felizmente, existe um tratamento eficaz. A terapia trombolítica usa remédios que dissolvem o coágulo e restabelecem o fluxo de sangue. Com o início do tratamento logo após a ocorrência do AVC, é possível reduzir os danos cerebrais e diminuir as sequelas de longo prazo. Os neurologistas têm uma frase específica para definir a importância da rapidez no atendimento: “tempo é cérebro.”

Os hospitais esforçam-se para identificar os casos de AVC e administrar a medicação o mais rápido possível. A tomografia computadorizada (TC) é fundamental para o médico ter certeza de que não houve hemorragia cerebral, porque nesse caso os remédios trombolíticos agravam o estado do paciente. Nos últimos 20 anos assistimos a muitas inovações, que reduziram o tempo de atendimento de pacientes com AVC. Os paramédicos são treinados para reconhecer sinais de um acidente vascular cerebral e de prevenir os hospitais com antecedência. Os setores de emergência dos hospitais têm equipamentos de tomografia computadorizada e os pacientes recebem uma medicação intravenosa logo depois do exame da TC.

No entanto, na contagem de segundos dos procedimentos médicos de urgência, os pesquisadores esqueceram um fator essencial: o elemento humano. Gal Ifergane, um neurologista do Centro Médico da Universidade de Soroka no sul de Israel, observou que os pacientes com AVC, que chegavam no setor de emergência do hospital acompanhados por parentes ou amigos tinham um atendimento melhor, do que os que chegavam sozinhos. A partir dessa observação, a equipe do setor de emergência do Centro Médico de Soroka registrou durante 15 meses o número de acompanhantes de pessoas que haviam sofrido um acidente vascular cerebral, mais de 700 no total, e seguiu o progresso desses pacientes.

Os resultados, publicados há pouco tempo em Medicine, são surpreendentes. Os pacientes que chegavam acompanhados tinham duas vezes mais probabilidade de serem diagnosticados corretamente pelas enfermeiras dos serviços de urgência e faziam o exame de tomografia computadorizada mais rápido. Os pacientes com indicação para receber uma medicação anticoagulante também eram atendidos mais rápido quando acompanhados, embora os números não tenham sido suficientes para garantir que a eficiência desse atendimento pudesse ser atribuída ao fato de estarem acompanhados. Os pacientes com um acompanhante faziam em média uma TC 15 minutos antes dos desacompanhados. Um segundo acompanhante diminuía mais de 20 minutos do tempo de espera, enquanto três ou mais acompanhantes não traziam nenhum benefício adicional.

Fontes:
Economist-Someone to hold your hand

1 Opinião

  1. DJALMA BENTES disse:

    Essa constatação em um país como Israel. Imaginemos o que ocorre, infelizmente, em nosso judiado Brasil.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *