Início » Vida » Comportamento » Pacote peregrinação: governo da Guiné tenta enviar fiéis à Meca
RELIGIÃO

Pacote peregrinação: governo da Guiné tenta enviar fiéis à Meca

Depois de uma proibição de dois anos, os muçulmanos da Guiné irão participar do hajj até Meca

Pacote peregrinação: governo da Guiné tenta enviar fiéis à Meca
A maioria dos fiéis economiza anos para poder pagar o pacote (Foto: Wikimedia)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Os peregrinos disputam um lugar em frente ao Centro Islâmico em Conakry. Um funcionário com um aspecto estressado pede que façam fila única. A água da chuva escorre pelas laterais do pártico semi destruído. Os vendedores ambulantes vendem sandálias de plástico e nozes-de-cola.

Esses homens e mulheres dos mais diversos lugares da Guiné viajaram para a capital, com o objetivo de se candidatarem a um “pacote de peregrinação”, que os levará a Meca, na Aábia Saudita, no hajj em setembro. O hajj, que significa peregrinação em árabe, é uma obrigação que todos os muçulmanos com condições financeiras e fí­sicas para fazer a viagem à  cidade santa precisam cumprir, pelo menos uma vez na vida.

As autoridades sauditas deram permissão à  Guiné de enviar 7.200 peregrinos a Meca este ano. Alguns peregrinos economizaram dinheiro a vida inteira para fazer a viagem. E todos estão ansiosos para que os documentos fiquem prontos a tempo.

A tentativa de organizar uma viagem ao exterior para milhares de pessoas, a maioria das quais nunca saiu do paí­s, é uma tarefa difí­cil. Os peregrinos da Guiné foram proibidos de participar do hajj durante dois por causa do ví­rus ebola, que matou mais de 2.500 guineanos. A Arábia Saudita só suspendeu a proibição no final de junho e, por esse motivo, os funcionários do governo tiveram pouco tempo para preparar todos os trâmites burocráticos da viagem.

Existem muitos sacrifícios exigidos dos fiéis. Em um país onde a renda média per capita é de US$1,80 por dia, não é fácil economizar US$4,470 para pagar o pacote de peregrinação, que inclui voos, hotéis, alimentação, injeções e vistos. É ainda mais difí­cil logo depois da epidemia de Ebola, que prejudicou os meios de sustento de muitas pessoas. De acordo com uma estimativa, o crescimento econômico diminuiu de 4,5% para 2,4% durante o surto da doença.

Fontes:
The Economist-The pilgrims’ tale

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *