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GOLFO PÉRSICO

Países árabes denunciam ataques contra petroleiros

Arábia Saudita e Emirados Árabes denunciam ataques a petroleiros que navegavam próximo ao estreito de Ormuz, a mais importante via para remessas de petróleo

Países árabes denunciam ataques contra petroleiros
O barril de petróleo chegou a custar US$ 71,77, uma alta de 1,1%, devido à crescente tensão (Foto: U.S. Navy photo/Wikimedia)

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A Arábia Saudita denunciou nesta segunda-feira, 13, ataques contra dois de seus petroleiros que navegavam próximo à costa dos Emirados Árabes Unidos (EAU), no estreito de Ormuz.

A denúncia vem um dia após os EAU denunciarem sabotagens contra quatro de seus petroleiros, que navegavam próximo ao emirado de Fujeira, centro de abastecimento localizado na parte externa do estreito de Ormuz.

De acordo com as denúncias, os navios tiveram “rombos nas laterais devido ao impacto de armamentos”, segundo afirmou a Intertanko, uma associação independente de donos de petroleiros. Não houve vítimas nem derramamento de óleo em nenhum dos casos.

As sabotagens acontecem em um momento de crescente tensão na região. No ano passado, os Estados Unidos anunciaram sua retirada do acordo nuclear do Irã. No entanto, na semana passada, os iranianos afirmaram que deixariam de cumprir partes do acordo, que se manteve de pé com outros aliados internacionais, o que fez crescer a tensão.

Por causa da tensão, o preço do petróleo bruto cresceu nos mercados mundiais. O barril de petróleo chegou a custar US$ 71,77, uma alta de 1,1%.

Diante dos novos episódios, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, anunciou uma mudança de planejamento em sua viagem a Sochi, na Rússia, onde se encontrará com o presidente russo, Vladimir Putin. Antes de chegar a Sochi, Pompeo faria uma parada em Moscou.

No entanto, devido aos novos acontecimentos, o secretário de Estado vai parar em Bruxelas, na Bélgica, onde vai se reunir com aliados internacionais para discutir “as recentes ações ameaçadoras e declarações da República Islâmica do Irã”.

Os Estados Unidos têm se mostrado cada vez mais preocupados com a região do Oriente Médio. Além da imposição de novas sanções, os EUA estão reforçando a sua presença militar no Golfo Pérsico. Washington já anunciou o envio de porta-aviões e bombardeiros B-52 para a região.

O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Jeremy Hunt, por sua vez, pediu calma aos países que atuam no Golfo Pérsico. Isso porque, para Hunt, há o risco de um conflito irromper por acidente na região.

O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita condenou os “atos de sabotagem”. Já o ministro de Estado dos Negócios Estrangeiros dos EAU, Anwar Gargash, afirmou que uma investigação será conduzida para que o país possa chegar a uma conclusão sobre o que ocorreu.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas Mousavi, mostrou-se preocupado com os atentados e as possíveis consequências. Isso porque Mousavi teme que a culpa recaia sobre o Irã.

“Os incidentes no Mar de Omã são alarmantes e lamentáveis”, disse Mousavi, alertando, em seguida, para “conspirações mal-intencionadas para perturbar a segurança regional”.

No passado, o Irã ameaçou fechar o estreito de Ormuz, o portão de entrada para o Golfo Pérsico, em caso de um conflito armado com os Estados Unidos. O estreito é considerado a passagem mais importante do mundo para remessas de petróleo.

Leia também: Os efeitos da saída dos Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã

Fontes:
The Guardian-Saudi oil tankers show 'significant damage' after sabotage attack, says Riyadh
DW-Arábia Saudita denuncia sabotagem contra petroleiros
The New York Times-Saudi Arabia Says 2 Oil Tankers Damaged in Sabotage Attacks

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