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ACORDO HISTÓRICO

Países fora da Opep concordam em reduzir a produção de petróleo

Preço do petróleo registra alta de 4% após países que não fazem parte da Opep também concordarem em reduzir a produção, sendo o principal deles a Rússia

Países fora da Opep concordam em reduzir a produção de petróleo
Acordo visa frear a queda no preço do petróleo, que afeta economias como Brasil (Foto: Pixabay)

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O preço do petróleo subiu 4% nesta segunda-feira, 12, após mais países produtores concordarem em cortar a produção do recurso. O petróleo Brent, usado como referência nas cotações, abriu o dia negociado a US$ 56,53 na Bolsa de Londres, e US$ 53,95 na Bolsa de Nova York, uma alta de 4%.

O corte na produção é fruto de um acordo entre os países Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), para cessar a queda livre no valor do recurso, que já dura dois anos. A grande surpresa é que outros países fora da organização decidiram aderir ao corte. O principal deles é a Rússia, que rivaliza com a Arábia Saudita como a maior produtora mundial de petróleo e tem planos de entrar para a Opep. Além da Rússia, outros 10 países que não fazem parte da Opep vão aderir ao corte, entre eles Sudão, Azerbaijão e Omã.

A adesão da Rússia ao corte é vista como uma vitória da Arábia Saudita, maior produtora Opep. Segundo Olivier Jakob, analista da consultora suíça Petromatrix, a adesão da Rússia há muito era um objetivo da Arábia Saudita, pois aproximaria de si um dos principais aliados do Irã, maior inimigo saudita. “A Rússia é muito ligada ao Irã e com esse acordo ela também se aproxima de outros países do Golfo Pérsico”, disse Olivier.

O acordo é visto como uma cooperação sem precedentes entre países produtores de petróleo. Se tudo sair como o planejado, ele entrará em vigor no dia 1 de janeiro de 2017. Uma reunião com os países que vão aderir ao corte está prevista para seis meses após acordo entrar em vigor. O corte previsto para cada país é de 300 mil barris por dia.

Há dois anos o preço do petróleo segue em queda livre. Essa tendência se deve a dois fatores. O primeiro é a redução na demanda pelo recurso na Europa, gerada pela crise econômica no continente e pelo investimento em outras fontes de recursos limpas. Na Ásia a demanda também caiu, puxada pela estagnação na economia chinesa.

O segundo fator é a descoberta de grandes reservas de gás de xistos nos EUA e no Canadá. O xisto é um tipo de rocha que quando aquecida libera óleo e gases ricos em hidrocarbonetos que podem servir de alternativa ao petróleo tradicional. Nos últimos anos, os EUA aumentaram o investimento na produção de xisto, se tornando uma ameaça para os países da Opep. Para neutralizar a concorrência, países da organização decidiram aumentar desenfreadamente a produção de petróleo, fazendo despencar o preço do barril. Tal fato afetou severamente países que tinham no petróleo o carro-chefe de suas economias, como Brasil, Venezuela e a própria Rússia.

Fontes:
The Wall Street Journal-Oil Climbs as More Producers Join Output Cuts

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1 Opinião

  1. laercio disse:

    O Brasil tem dimensões e recursos que podem deixá-lo livre de qualquer abalo econômico mundial; nosso problema é que perdemos parte de nossa soberania através de tratados e similares dos quais fomos participantes em nome de empréstimos internacionais. Se tivéssemos educação de base para subsidiar-nos não estaríamos sujeitos aos intempéries internacionais. É isto que deve ser esclarecido à população, só assim podemos ter uma opinião crítica que reflita a realidade ao contrário da confusão que nos é causada por comentários pela metade…

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