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Tensão em Jerusalém

Palestina acusa Israel de declarar guerra ao fechar local sagrado

Governo israelense fechou temporariamente a Esplanada das Mesquitas, na Jerusalém Oriental. Local é considerado sagrado por judeus e palestinos

Palestina acusa Israel de declarar guerra ao fechar local sagrado
Fechamento da mesquita foi considerado uma provocação pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas (Reprodução/Internet)

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, acusou o governo israelense de “declarar guerra aos palestinos e muçulmanos” ao intervir em algumas regiões de Jerusalém Oriental e fechar o acesso à Esplanada das Mesquitas, localizada na Cidade Velha. O local é considerado sagrado por judeus e muçulmanos.

Nesta quinta-feira, 30, Israel decidiu fechar temporariamente o local após a polícia israelense matar um palestino suspeito de ter atirado contra um ativista israelense de extrema direita. O ativista, identificado como Yehuda Glick, protestava pelo direito dos judeus de orar na Esplanada, que os judeus chamam de Monte dos Templos. Atualmente os judeus podem visitar o local, mas não estão autorizados a rezar para evitar tensão.

A tensão em Jerusalém aumentou desde que Israel anunciou planos para construir novos assentamentos, com mais de mil unidades, na Jerusalém Oriental, parte da cidade exigida pelos palestinos.

Violência na região deixa Ocidente em alerta

Na última quarta-feira, 29, o diretor de Assuntos Políticos da ONU, Jeffrey Feltman, fez fortes críticas ao governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e disse que a construção dos assentamentos colocaria em “sérias dúvidas” os planos de Israel para alcançar paz com o palestinos. A União Europeia e os Estados Unidos também demonstraram preocupação com o aumento da violência na região e pediram que israelenses e palestinos diminuam a tensão.

Nesta quinta-feira, a Suécia se tornou o primeiro país ocidental da União Europeia a reconhecer o Estado da Palestina. “Hoje, o governo toma a decisão de reconhecer o Estado da Palestina. É um passo importante que confirma o direito dos palestinos à autodeterminação. O governo considera que estão reunidos os critérios do direito internacional para um reconhecimento do Estado da Palestina: um território, mesmo sem fronteiras fixas, uma população e um governo”, disse a ministra das Relações Exteriores do país, Margot Wallström.

Segundo a ministra, a medida visa estimular outros países a fazer o mesmo. O presidente Mahmoud Abbas comemorou a decisão. De acordo com um levantamento feito pela agência AFP, atualmente 112 países reconhecem o Estado da Palestina.

Fontes:
O Globo-ONU acusa Israel de violar leis internacionais com a construção de novos assentamentos
O Globo-Governo da Suécia reconhece por decreto o Estado da Palestina
Folha-Fechamento de local sagrado por Israel é "declaração de guerra", diz Abbas

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