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Onda de violência

Palestinos convocam ‘dia de fúria’ na Cisjordânia

A sensação de insegurança vem aumentando e a tensão popular já altera a rotina na região

Em meio a uma nova onda de violência em Israel, Cisjordânia e Gaza, grupos palestinos convocaram para esta terça-feira, 13, um “dia de fúria” na região.

A sensação de insegurança vem aumentando e a tensão popular já altera a rotina na região. Há um aumento no número de postos de controle do Exército israelense na Cisjordânia. A atual onda de ataques começou no dia 1º de outubro.

Enquanto isso, líderes israelenses e palestinos tentam evitar uma nova intifada. A população palestina já observa uma piora de suas já difíceis relações com autoridades de Israel.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Husam Zomlot, consultor internacional da facção palestina Fatah, disse que “as pessoas estão com medo de andar na cidade velha de Jerusalém. Há uma histeria. Uma sensação de que você pode ser alvejado sem nenhuma razão”.

A nova onda de violência já resultou na morte de quatro israelenses e 26 palestinos desde o início do mês.

A polícia informou que dois adolescentes palestinos esfaquearam um jovem israelense em sua bicicleta no norte de Jerusalém nesta segunda-feira, 12. Um dos palestinos, que tinha 15 anos, foi morto a tiros.

O consultor de comunicação da Organização para a Libertação da Palestina, Xavier Abu Eid, disse — também em entrevista à Folha — que há um “toque de recolher informal” em áreas palestinas. Nestes locais, a população evita sair à noite com medo de sofrer ataques retaliatórios de colonos ou de soldados israelenses.

Há também registros de confrontos em Gaza, incluindo protestos nas fronteiras e ataques israelenses. Líderes políticos já utilizam a designação “terceira intifada”.

Fontes:
Folha de S.Paulo - Cresce temor entre palestinos de acirramento com Israel
Folha de S.Paulo - Jerusalém se prepara para mais violência entre palestinos e israelenses

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2 Opiniões

  1. jayme endebo disse:

    Mais uma notícia da Folha sem conhecer o problema, houve vários atentados terroristas de árabes israelenses (cidadãos israelenses) que estavam esfaqueando também e não tem relação com Gaza ou cisjordania. Esses crimes estão ocorrendo devido aos líderes árabes/palestinos tais como Abbas, Hannyeh (gaza) e vários clérigos incitando os árabes a matar judeus pois é um dever deles matar judeus. Se a população começar a se armar, perseguir ou não contratar mais árabes para o trabalho em Israel(cidadãos ou não) teremos mais miséria, pobreza e falta de esperança mas a escolha foi de seus líderes e os que os seguiam.
    Na época do Arafat há vinte anos foi o mesmo incitamento e os palestinos que eram 300.000 trabalhadores em Israel passou a ser hoje em dia 10.000, os empresários de Israel contratam nepalenses, chineses, turcos etc menos palestinos ou árabes.Quem semeia o vento colhe a tempestade.

  2. Rogerio Faria disse:

    Temos que ir nas origens do problema. O maior causador desta insanidade é a esta instituição chamada ONU que assentou Israel em terras Palestinas. Essa história de “Terra Prometida” é pura ficção. Os Judeus que se dizem uma cultura superior são tão racistas, xenófobos e radicais como os nazistas. Cabe salientar ainda que os fundadores do Estado de Israel eram ateus: Bem Gurion, Golda Mehyr, Moshe Dayan, Ariel Sharon, etc. Para uma harmonia regional (como existia bem antes de Israel), tinha que ser criado um Estado binacional.
    Agora é impossível com Israel possuindo o quarto maior arsenal nuclear do mundo e recebendo armas de última geração para moer a carne dos Palestino em Gaza e na Cisjordânia.
    O pior de tudo isso é que assimilamos esse lixo chamado cultura judaico-cristã. Por isso temos no Brasil mais de 40 mil assassinatos anualmente, ou seja um Vietnan por ano.

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