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Questões controversas

Papa deve enfrentar temas polêmicos em viagem à América do Sul

Em viagem à região, papa deve falar sobre casamento gay e a posição da Santa Sé contra o aborto de uma menina paraguaia de dez anos, grávida após ser estuprada pelo padrasto

Papa deve enfrentar temas polêmicos em viagem à América do Sul
Francisco iniciará uma viagem de sete dias pela América do Sul, onde passará por Equador, Bolívia e Paraguai (Foto: Wikipedia)

No próximo domingo, 5, o Papa Francisco iniciará uma viagem de sete dias pela América do Sul, onde passará por Equador, Bolívia e Paraguai. O objetivo do pontífice é levar uma mensagem de combate à pobreza no continente e elevar a presença do catolicismo na região, que apesar de reunir a maior população católica do mundo vem perdendo fiéis para a Igreja Evangélica.

No entanto, Francisco deve estar preparado para lidar com outros temas bastante controversos, como o polêmico caso de uma menina paraguaia de dez anos que engravidou após ser estuprada pelo padrasto e teve o pedido de aborto negado pela Justiça.

O papa também deve ser questionado sobre a posição tomada pela Igreja Católica no caso, que se manifestou conta a interrupção da gravidez, gerando duras críticas de ativistas dos direito humanos. A ONU acusou o governo paraguaio de omissão no caso e alertou que a vida da menina corre perigo. Mesmo assim, é improvável que a Igreja Católica local mude de opinião, o que deve ser posto à prova com a visita do papa. A grande questão é: como o papa vai responder ao caso.

No centro da discussão está a declaração da Arquidiocese de Assunção, que afirmou que a ONU deve respeitar a vida e a família no Paraguai e acusou a organização de promover “o barbarismo, a desumanização e a cultura da morte”.

A recente decisão da Suprema Corte dos EUA de legalizar o casamento gay em todos os estados americanos também deve vir à tona. Isso porque, em sua viagem ao Paraguai, o papa terá seu primeiro encontro oficial com um ativista gay casado: Simón Cazal, chefe executivo do grupo LGBT SomosGay.

Apesar de otimista com o encontro, Cazal não acredita que haverá grandes avanços. “Se o papa fizesse alguma declaração sobre os direitos da comunidade LGBT ou o casamento gay seria um passo bem-vindo. Mas não é mentira dizer que ele é mais progressista que os outros papas”.

Francisco não viaja à América do Sul desde a jornada mundial da Juventude, realizada em 2013, no Brasil. A escolha dos países, e a exclusão da Argentina do roteiro, foi feita pelo próprio papa e tem objetivos bem claros. Os três países que serão visitados pelo papa sofrem com uma enorme população pobre. Já a Argentina foi deixada de fora pelo pontífice para evitar acusações de favoritismo.

Fontes:
The Guardian-Pope Francis can expect warm welcome and tough questions in South America

1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    O caminho mais curto para o abismo é tentar agradar todo o mundo.
    Se o Sr. Bergoglio é católico, ele não tem saída. Vai desagradar o Sr. (ou senhora) Simon Cazal. Vai dizer também que a Igreja ama os homos, mas não o que eles fazem em termos de sexo.
    Ou alguém acha que uma igreja pode ser um organismo democrático? Não pode e não é.
    É importante que se separe catolicismo de homossexualismo.
    É importante que quando um indivíduo não tolera mais que sua igreja interfira em sua vida sexual, ele se desligue de sua igreja. É isso não mata ninguém.

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