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VISITA INÉDITA

Papa faz visita histórica à Península Arábica

Foi a primeira vez que um líder da Igreja Católica realizou uma missa na região. Cerca de 180 mil pessoas acompanharam a missa

Papa faz visita histórica à Península Arábica
Ao todo, cerca de 1,2 milhão de católicos vivem nos Emirados Árabes Unidos (Foto: Divulgação/Santa Sé)

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O Papa Francisco faz uma visita histórica à Península Arábica. Isso porque essa é a primeira vez que um líder da Igreja Católica realiza uma missa na região, que é conhecida por ser o berço do Islã. A viagem foi iniciada no último domingo, 3, e a primeira missa foi feita nesta terça-feira, 5.

A missa foi no estádio Zayed Sports City, em  Abu Dhabi, na capital do Emirados Árabes Unidos (EAU), com a presença de aproximadamente 180 mil pessoas. Cerca de 45 mil pessoas lotaram o estádio, enquanto outros ficaram do lado de fora, acompanhando a missa realizada em seis idiomas.

“É histórico. O cristianismo existe na região há muito tempo. […] Ter um papa católico pela primeira vez na Arábia é histórico. É histórico para a comunidade católica, eu acho que é histórico para a Igreja Católica, e é histórico para o povo da península e para o povo dos EAU”, contou o escritor e historiador Peter Hellyer à CNN.

Ao todo, cerca de 1,2 milhão de católicos vivem nos Emirados Árabes Unidos, o que representa 9% da população do país. A maioria é formada por migrantes asiáticos que foram ao país para buscar melhores condições de vida e trabalho. O EAU é reconhecido como um dos países mais tolerantes, em termos religiosos, da região arábica.

“Certamente não é fácil para você morar longe de casa, sentindo falta do afeto de seus entes queridos, e talvez também sentindo incerteza sobre o futuro. Mas o Senhor é fiel e não abandona seu povo”, afirmou o Papa.

Esta não foi a primeira vez que o Papa Francisco foi a um país formado por maioria muçulmana. Desde que iniciou o seu pontificado, o líder religioso já passou por países como Turquia, Egito, Bangladesh e Azerbaijão. Em março ainda está prevista uma visita do pontífice ao Marrocos.

“Usar o nome de Deus para justificar o ódio e a violência contra o irmão é uma grave profanação, não há violência que encontre justificação na religião. […] As religiões de uma maneira especial não podem renunciar à urgente tarefa de construir povos e culturas”, destacou o líder religioso, que assinou um documento em prol da fraternidade humana com Ahamad al-Tayyib, o grande imã de Al Azhar, que é a principal instituição do islamismo sunita.

Fontes:
DW-Religião não pode justificar violência, diz papa
Agência Brasil-Papa faz visita histórica à Península Arábica

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