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Turquia não admite

Papa gera polêmica ao chamar mortes na Armênia de genocídio

Ministério de Relações Exteriores da Turquia afirmou que as declarações do Papa Francisco são 'inaceitáveis'

Papa gera polêmica ao chamar mortes na Armênia de genocídio
Papa Francisco e Aram I, líder espiritual da Igreja Armênia, durante missa neste domingo (Fonte: Reprodução/AP)

Em uma missa no Vaticano neste domingo, 12, o Papa Francisco lembrou os 100 anos do assassinato em massa de armênios sob o domínio otomano durante a I Guerra Mundial, e chamou o ato de “genocídio”.

A afirmação do Papa não agradou a Turquia, que nega que as mortes constituíram um genocídio. O Ministério de Relações Exteriores do país afirmou que as declarações do Papa Francisco são “inaceitáveis” e solicitou uma reunião com o representante do Vaticano em Ancara.

Segundo a Armênia e vários historiadores, cerca de 1,5 milhão de pessoas foram mortas por forças otomanas em 1915-1916. A Turquia diz, no entanto, que o número de mortos foi muito menor, e ainda que muitos morreram em confrontos durante a I Guerra e que os turcos étnicos também sofreram no conflito.

Durante a missa, o Papa Francisco afirmou ainda que era seu dever honrar a memória daqueles que foram mortos.

“A nossa humanidade viu no século passado três grandes tragédias: a primeira, aquela que vem comumente lembrada como o primeiro genocídio do século 20, essa atingiu o vosso povo armênio, primeira nação cristã. As outras duas foram perpetradas pelo nazismo e pelo stalinismo e, mais recentemente, os extermínios em massa que ocorreram no Camboja, Ruanda, Burundi e Bósnia. Parece que a humanidade não para de derramar sangue inocente”, ressaltou o pontífice.

1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    Agora é só escolher a fonte na qual acreditar: o Papa, que não está envolvido nesta questão para lá de conhecida, ou o semi-ditador-muçulmano, que deve ser a vergonha do fundador da moderna Turquia, Mustafa Kamal Atatürk.
    Fico com o Papa.
    E que os turcos não esqueçam jamais do legado de Atatürk: estado deve ser laico. Nada de “doutrina” muçulmana orientando o governo da Turquia.

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