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PAQUISTÃO X ÍNDIA

Paquistão se prepara para possível ofensiva da Índia

Tensão entre os dois países cresce com atentado na Caxemira e exercícios militares da força aérea do Paquistão. Há o temor de uma ofensiva da Índia

Paquistão se prepara para possível ofensiva da Índia
Os dois países têm sido adversários por décadas e já realizaram quatro guerras (Foto: Flickr)

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Um ataque separatista realizado na Índia neste domingo, 18, elevou a tensão na fronteira do país com o Paquistão. O governo indiano acusa o país vizinho de ter promovido o atentado em uma base militar na Caxemira, região fronteiriça que é disputada pelos dois países.

De acordo com autoridades indianas, quatro atiradores invadiram um quartel na cidade de Uri e iniciaram um confronto com militares. O ataque matou 18 soldados indianos. Após três horas, os atiradores foram mortos. O tenente general Ranbir Singh afirmou à imprensa que os atiradores levavam marcas do grupo militante paquistanês Jaish-e-Mohammed (em português, Exército de Maomé).

Após o incidente, o governo indiano anunciou que terá o direito de responder quando e onde quiser ao atentado. Os dois países têm sido adversários por décadas e já realizaram quatro guerras.

Já no lado paquistanês, o temor cresce em meio à escalada militar. Na última quarta-feira, 21, e quinta-feira, 22, jatos paquistaneses sobrevoaram e aterrissaram em uma das maiores autoestradas do país, que liga a capital Islamabad à cidade de Lahore. Militares afirmam que estavam realizando exercícios de rotina, mas a ação, que suspendeu voos domésticos e bloqueou o tráfego por horas, alimentou a especulação de que isso possa simbolizar uma “contra-ofensiva” do país, em caso de um ataque indiano.

De acordo com a força aérea paquistanesa, as atividades fazem parte de um exercício, cujo nome é “High Mark”, que vem sendo praticado no país desde 2010. “Não significa que iremos guerrear. Estamos apenas exercitando para checar e aumentar nossa capacidade”, afirmou uma autoridade militar.

No entanto, dois oficiais de segurança afirmaram ao jornal americano Washington Post, em condição de anonimato, que os exercícios não são apenas rotineiros, e sim que fazem parte de uma estratégia para afastar qualquer possibilidade de ataque indiano. “Nós não acreditamos em agressão, mas tomaremos qualquer medida cabível para assegurar nossa defesa. Não queremos uma guerra, mas temos o direito de defender nosso país”, disse um dos oficiais.

Guerra de palavras

A tensão entre os dois países se estende à diplomacia. Em Nova York, chefes de Estado paquistaneses e indianos traçaram uma guerra paralela de palavras durante a Assembleia Geral das Nações Unidas.

Enquanto o primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, denunciava a repressão indiana contra manifestantes desarmados na Caxemira, o outro lado criticava Sharif por saudar Burhan Wani, um jovem militante que ordenava ataques na Caxemira às forças indianas. Uma das autoridades do país disse na ONU que estava “em choque”, por Sharif ter “glorificado um terrorista autodeclarado”. Burhan foi morto em julho pelas forças indianas.

Fontes:
Washington Post-Pakistan military prepares for a possible Indian attack
Reuters-Índia culpa Paquistão em ataque na Caxemira que matou 17 soldados
UOL-Índia cogita responder após ataque mortal na Caxemira; autoridades culpam Paquistão

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