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Para os executivos o final da carreira é tão importante quanto o início

A permanência no posto por muito tempo aumenta a probabilidade de cometer um erro catastrófico ou de cair na rotina

Para os executivos o final da carreira é tão importante quanto o início
Os executivos incompetentes são pressionados a se demitirem mais rápido. Grandes líderes podem ser alvo de uma cilada do destino (Reprodução/BrettRyder)

Os líderes empresariais são obcecados pela concepção inicial de novos projetos. O bestseller na área de negócios, The First 90 Days, de Michael Watkins, fornece um modelo para os executivos recém-nomeados começarem com sucesso suas carreiras. Quando Mitt Romney, o magnata do setor de investimentos de private equity, concorreu à presidência dos Estados Unidos em 2012, ele tinha um plano de ação de duzentos dias para revolucionar o mundo livre, repleto de leiautes do projeto e diagramas de fluxo. Mas não é preciso tantos detalhes para encerrar uma carreira com sucesso.

Lorde Browne, o CEO da BP durante 12 anos, escreveu em sua autobiografia que, ao refletir sobre sua decisão de renunciar ao cargo de executivo-chefe da gigante do setor de petróleo, teve o seguinte pensamento: “Meu lado emocional prevaleceu sobre a razão. Eu não sabia como partir.” Niccolo Maquiavel teve uma reação amarga ao sair do governo de Florença no século XVI. “Eu estava me degradando sem mais nenhuma função”, disse após ser demitido. Em seguida, escreveu uma obra-prima da arte da manipulação. Mas o tema de O príncipe é uma reflexão de como adquirir e manter o poder, e não de como renunciar a ele. Para preencher o vácuo, Schumpeter descreveu seis regras para orientar a partida dos executivos-chefes.

Primeiro, o executivo sábio e prudente não é nem lento nem apressado. Mas às vezes não tem opção para avaliar o momento certo. Os executivos incompetentes são pressionados a se demitirem mais rápido. Grandes líderes podem ser alvo de uma cilada do destino. Lorde Browne renunciou ao cargo depois de comentários de um jornal sobre sua vida privada. Akio Morita, o cofundador da Sony, teve um acidente vascular cerebral e Emilio Botín, o patriarca do banco Santander, morreu de infarto. Mas para os que podem se dar ao luxo de escolher quando partir, o momento preciso é fundamental.

O executivo médio de uma grande empresa americana permanece no cargo por oito anos. Quanto mais longo for o exercício do cargo, maior é a chance de um final desagradável. A permanência no posto por muito tempo aumenta a probabilidade de cometer um erro catastrófico ou de cair na rotina.

Fontes:
Economist-The last 90 days

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