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'FESTA' EM CARACAS

Parabéns, Maduro, por mais um ano de desgoverno!

Em ato no Palácio Miraflores, Maduro celebrou um ano de sua reeleição e desafiou a oposição a antecipar as eleições para a Assembleia Nacional

Parabéns, Maduro, por mais um ano de desgoverno!
(Foto: Twitter/Nicolás Maduro)

Em ato esta semana no Palácio Miraflores, o presidente venezuelano Nicolás Maduro celebrou o aniversário de um ano de sua reeleição à frente do governo daquele país. Com pompa e circunstância – diante de um país devastado pela pobreza, fome, desabastecimento e desesperança –, ele ainda propôs um desafio à oposição: antecipar as eleições para a Assembleia Nacional.

A proposta parece uma faca de dois gumes, ainda sem uma data específica para acontecer. O mundo inteiro se recorda que as eleições parlamentares venezuelanas foram marcadas por fraudes, pelo boicote da oposição e pelo não reconhecimento internacional. Diante de uma assembleia controlada por seus inimigos e liderada por Juan Guaidó, Maduro prepara um cavalo de Troia.

Em condições normais, as eleições parlamentares estavam previstas para dezembro de 2020. “Vamos legitimar a única instituição que não o fez nos últimos cinco anos. Vamos antecipar as eleições para a Assembleia Nacional para saber quem tem mais votos. Eleições já. Quem vai ganhar?”, atiça o chavista. Na verdade, Maduro não pretende medir forças – mas minar a oposição. Certo é que o Parlamento continua sendo a pedra no coturno de Maduro e seus 2.500 generais – número quase dez vezes superior, por exemplo, ao contingente de 270 generais, almirantes e brigadeiros brasileiros.

Semeando ventos

Em 2015, a oposição surpreendeu o chavismo e obteve dois terços dos votos. Sabe-se lá que armas o presidente utilizará para reverter o cenário. Já em 2017, ele tirou da cartola o golpe de convocar uma Assembleia Nacional Constituinte, eleita por apenas 40% do eleitorado e sem a participação dos oposicionistas. Sob o pretexto de reescrever a Constituição, a Constituinte “chavista” assumiu as funções da Assembleia Nacional. Uma tempestade perfeita para um semeador de ventos.

Sempre com o pretexto de “defender o povo de ataques da direita”, o segundo nome mais forte do lamentável ranking dos líderes do chavismo, Diosdado Cabello, defende a antecipação do escrutínio. Um dos homens mais ricos de um país que se tornou miserável – e inocentado de envolvimento com narcotraficantes -, ele compartilha a arrogância do mandatário. “No máximo no ano que vem teremos eleições. A próxima eleição será da Assembleia Nacional. Eles (opositores) participarão, sim ou não? Nós vamos participar”, concluiu.

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4 Opiniões

  1. Paulo Oliveira disse:

    E nesse ritmo de comemoração propício para os venezuelanos vindos para o Brasil,seria interessante uma ajuda:

    Transportar os venezuelanos para cidades menos habitadas assim desafogaria as cidades brasileiras mais lotadas pelos irmãos venezuelanos.até essa comemoração passar.

  2. BS disse:

    Atenção à Venezuela e à Argentina. O Brasil tem que olhar estes dois exemplos para ver como uma nação e uma economia se estraçalham.

  3. Regina disse:

    Esse Maduro é um maluco irresponsável

  4. Roberta disse:

    A crise na Venezuela está durando muito mais do que o povo pode aguentar. Até quando?

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