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Parlasul expressa preocupação com crise no Equador

Parlamento do Mercosul (Parlasul) expressou preocupação com crise e rejeitou redução de garantias constitucionais

Parlasul expressa preocupação com crise no Equador
O Parlasul rejeitou a aplicação do estado de exceção e a redução das garantias constitucionais (Foto: Parlasur Parlasul/Flickr)

Um dos principais assuntos em debate na sessão do Parlamento do Mercosul (Parlasul) realizada em Montevidéu, capital do Uruguai, na última segunda-feira, 14, foi a crise política e econômica do Equador, segundo a Comunicação do Parlamento do Mercosul.

Na declaração aprovada pelo Parlasul está expressa preocupação com a aplicação de políticas de ajuste por parte do governo equatoriano, exigidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Para o colegiado, as medidas têm impacto negativo sobre o povo do Equador. Entre os ajustes estão o aumento do preço dos combustíveis e a liberalização econômica em vários setores da produção nacional.

O Parlasul rejeitou a aplicação do estado de exceção e a redução das garantias constitucionais, além de condenar a posição da Organização dos Estados Americanos (OEA), que criminalizou o protesto social dos movimentos indígenas no Equador.

O texto aprovado apela ao diálogo entre as partes, assim como proposto pela Conferência Episcopal do Equador e pelo sistema das Nações Unidas com sede no país, e enfatiza que a solução para a crise deve ser resolvida no âmbito da Constituição equatoriana.

O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que a crise é resultado das políticas econômicas antipopulares e antinacionais. Destacou ainda que o presidente do Equador, Lenín Moreno, só foi eleito por sua aliança política com o ex-presidente Rafael Correia, e que na primeira oportunidade traiu sua confiança.

“O decreto começa com a suspensão dos subsídios aos combustíveis, gerando um aumento de 123% nos produtos comercializados em termos de combustíveis naquele país, que também se é acompanhado por uma reforma trabalhista que retira inúmeros direitos dos trabalhadores do setor privado, mas especialmente do setor público”, disse.

Fake News

Em apresentação ao parlamentares do Parlasul, Humberto Costa denunciou as ações criminosas dos produtores de notícias falsas, as chamadas fake news. E chamou a atenção para a relevância do problema, considerando as próximas eleições que acontecerão no Uruguai, na Bolívia e na Argentina.

O senador afirmou que noticias falsas são usadas para favorecer a extrema-direita. Segundo Humberto, o atual presidente Jair Bolsonaro foi favorecido pelas fake news para ser eleito.

“Não é apenas nos períodos eleitorais. Essas redes de falsidades e de mentiras continuam funcionando para cercar o Congresso Nacional, para cercar o Supremo Tribunal Federal e para continuar derrubando reputações. Seja de políticos, de pessoas da área das artes e de instituições. Fica aqui a nossa denúncia. Nossa expectativa de que muito breve possamos comprovar a vinculação entre a extrema direita bolsonarista e as notícias falsas que são divulgadas no Brasil”, disse o parlamentar.

Outros temas

Integrante da comitiva do Senado em Montevidéu, o senador Telmário Mota (Pros-RR) destacou que os parlamentares discutiram também temas como meio ambiente, infraestrutura regional, e assistência humanitária e social nas localidades afetadas por inundações.

Além dos senadores Humberto Costa e Telmário Mota, estiveram na reunião os deputados Odair Cunha (PT-MG), Celso Russomanno (Republicanos-SP), Zeca Dirceu (PT-PR), Coronel Armando (PSL-SC), Paulão (PT-AL) e Carlo Gomes (Republicanos-RS).

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Fontes:
Agência Senado-Equador: Parlasul expressa preocupação com crise e rejeita redução de garantias constitucionais

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