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Arábia Saudita

Peregrinação muçulmana está cada vez mais segura

Apesar do Hajj ainda ser um teste de resistência, ele está muito mais fácil e mais seguro do que costumava ser

Peregrinação muçulmana está cada vez mais segura
Multidão de peregrinos durante a Hajj (Foto: Pixabay)

De 23 a 27 de setembro, mais de dois milhões de pessoas vão para a Arábia Saudita para a peregrinação muçulmana anual ou o Hajj. O desafio não é apenas alimentar e acomodar esta multidão poliglota, afinal, os peregrinos precisam se mover juntos em diferentes locais em torno da cidade sagrada de Meca, numa distância total de cerca de 40 km. Este será o Hajj mais quente em duas décadas, com máximas previstas de 45° C. Além disso, o entorno da região está em crise; a própria Arábia Saudita está em guerra com o Iêmen. Mesmo antes dos peregrinos se reunirem, o colapso de um guindaste na Grande Mesquita de Meca matou mais de cem pessoas, enquanto a Arábia Saudita testemunhou um aumento assustador nos casos de um vírus mortal.

Embora o Hajj seja um dos cinco “pilares” do culto muçulmano, a obrigação recai apenas sobre aqueles que têm como realizá-lo, física e financeiramente. Mesmo assim, a peregrinação sempre foi árdua. No passado, ela poderia ter envolvido uma jornada de meses ou anos. Exceto para os muito ricos, que podem ir de helicópteros e limousines com ar-condicionado, o Hajj ainda é um teste de resistência.

No entanto, é muito mais fácil e mais seguro do que costumava ser. Os sauditas gastaram bilhões em infraestrutura. Além disso, cotas rigorosas limitam o número de peregrinos nos países, que devem apresentar o comprovante de vacinação para uma série de doenças transmissíveis. Quanto à segurança, os sauditas dizem que têm implantado cerca de cem mil policiais, bem como milhares de TVs e câmeras que mostram imagens ao vivo em uma sala de controle.

Ainda assim, as autoridades sauditas terão de ser vigilantes. Do outro lado do mundo muçulmano, as tensões entre a maioria sunita e a minoria xiita estão em um ponto mais alto. Entre os sunitas, também, há fissuras entre os admiradores fundamentalistas do Estado Islâmico e as variantes mais relaxadas do Islã praticadas na Indonésia e no Senegal. Talvez seja preciso um milagre para manter todos os “hóspedes de Deus”, como os sauditas chamam os peregrinos, felizes. E como a proporção mundial de muçulmanos que pode pagar para realizar o Hajj está crescendo a cada ano, os sauditas enfrentam um fardo inevitável e crescente.

 

 

Fontes:
The Economist-Why the haj is safer than ever

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