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TENSÃO NO PERU

Peru decreta estado de exceção em áreas alvos de protestos contra mineradora chinesa

Decreto afetará seis províncias que protestam contra gigantesco projeto de mineração chinês que, segundo a população local, contaminará a água da região

Peru decreta estado de exceção em áreas alvos de protestos contra mineradora chinesa
Projeto foi vendido para a Minmetals por US$ 7,4 bilhões, em abril de 2014 (Foto: Observatorio de Conflictos Mineros)

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O governo do Peru decretou na noite última terça-feira, 29, estado de exceção em seis províncias do país onde ocorrem fortes protestos de moradores locais contra um gigantesco projeto de mineração financiado pela mineradora chinesa Minmetals.

Com a medida, ficam suspensos por 30 dias os direitos de liberdade pessoal, de reuniões e de inviolabilidade de domicílio. Neste período, as Forças Armadas do país ficarão encarregadas de garantir o funcionamento dos serviços públicos.

“Declara-se por 30 dias o estado de emergência nas províncias de Cotabambas, Grau, Andahuaylas e Chincheros, do departamento de Apurímac e nas províncias de Chumbivilcas e Espinar, no departamento de Cusco. A polícia manterá o controle interno com apoio das Forças Armadas”, diz o texto do decreto.

Os protestos começaram na última segunda-feira, 28, e já deixam quatro mortos. Eles são motivados pelos impactos ambientais do projeto nas regiões onde ele será implantado. Os moradores argumentam que a construção de uma usina de tratamento de minerais na jazida de cobre Las Bambas, em Cotabambas, contaminará a água usada para consumo da população e para a irrigação de plantações.

O projeto foi vendido para a Minmetals em abril de 2014, pela mineradora e negociadora de commodities anglo-suíça Glencore Xstrata. O valor da transação foi de US$ 7,4 bilhões, a maior aquisição da mineradora chinesa.

Na noite de segunda feira, o presidente peruano, Ollanta Humalla lamentou os protestos e afirmou que o Ministério de Minas e Energia do país busca uma solução para o impasse.

No entanto, a falta de diálogo entre o governo e os manifestantes tem marcado o tom dos protestos. Wilber Venegas, governador da província de Apurímac, disse que na cidade de Challhuahuacho os protestos continuam mesmo após o decreto de Estado de Exceção.

Segundo ele, a falta de diálogo entre moradores e o governo é o principal fator gerador dos protestos. Nesta terça-feira, imagens veiculadas na TV mostraram policiais reprimindo protestos com bombas de gás lacrimogêneo. “Não houve uma explicação clara sobre a construção da usina e o estudo de impacto ambiental”, disse Venegas.

Fontes:
Zero Hora-Governo declara emergência em região afetada por protestos no Peru
The Wall Street Journal-Peru Declares Martial Law in Two Regions After Protests

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2 Opiniões

  1. Roberto1776 disse:

    O IBAMA, por acaso, está dando assessoria aos colonos junto com o MST?
    Como se sabe, a situação precisa estar muito ruim para que os ensinamentos gramscistas possam ser colocados em prática. Um projeto deste porte pode melhorar a situação econômica desta região pondo por terra os planos de transformar o Peru em mais um membro da Comunidade Socialista da América Latrina também conhecida com URSALA.

  2. ney disse:

    Isso é ditadura, Esse é o governo que protege o bem da nação, Logo a china quem mente em preservar a natureza hem!!

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