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EXPECTATIVA DE VIDA

Pesquisa mostra que pessoas com autismo morrem mais cedo

Principal causa de morte é a epilepsia, apesar dos cientistas ainda não saberam qual a relação do distúrbio com o autismo

Pesquisa mostra que pessoas com autismo morrem mais cedo
O estudo sueco levou em consideração registros de saúde de 27 mil autistas adultos (Foto: The Blue Diamond)

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Um estudo sueco, publicado na Revista Britânica de Psiquiatria, sugere que pessoas com autismo morrem em média 16 anos mais cedo do que aquelas que não têm esta mesma condição.

A instituição de caridade britânica Autistica considera que esse resultado revela uma enorme crise escondida e, por isso, quer agora levantar 10 milhões de libras (mais de R$ 52 milhões) para conduzir mais pesquisas sobre o autismo.

Estima-se que 1% da população, o que equivale a cerca de 700 mil pessoas, tenham autismo no Reino Unido e que isso dificulte a forma das pessoas de se comunicar e de se relacionar com os outros.

O estudo sueco levou em consideração registros de saúde de 27 mil autistas adultos e usou 2,7 milhões de pessoas como uma amostra de controle para a população geral.

A pesquisa mostrou que as pessoas com autismo e com uma deficiência de aprendizagem relacionada morrem mais de 30 anos antes do que pessoas sem a mesma condição.

Neste grupo, a principal causa de morte foi a epilepsia. Os cientistas ainda não sabem explicar a ligação entre autismo e epilepsia. Além disso, o estudo sugere que pessoas com autismo, que não sofrem com nenhuma deficiência intelectual, morrem cerca de 12 anos mais cedo. Ou seja, é mais comum morrer aos 58 anos do que aos 70.

Cerca de um quarto das pessoas com autismo falam poucas palavras ou nenhuma. Estaticamente, apenas 15% conseguem um emprego em tempo integral.

Fontes:
BBC-People with autism 'die younger', warns charity

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