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Ilha do Atlântico

Petróleo barato frustra planos de independência da Groenlândia

Território autônomo da Dinamarca apostava na exploração do petróleo para financiar sua independência

Petróleo barato frustra planos de independência da Groenlândia
Os políticos da Groenlândia ficaram entusiasmados com a expectativa dos petrodólares (Reprodução/Alamy)

Na maior ilha do mundo, localizada no norte do Oceano Atlântico, a queda do preço do petróleo bruto está frustrando as expectativas de independência de uma nação. A Groelândia, uma ex-colônia dinamarquesa, hoje é um território autônomo da Dinamarca, com certo grau de soberania nas últimas décadas. Mas em áreas como Justiça, defesa e relações exteriores permanece sob controle de Copenhague. Alguns groenlandeses estão satisfeitos com essa situação, porém outros querem que a Groenlândia seja um país com uma independência total. No entanto, os líderes recentes, apesar das promessas,mantêm a data indefinida.

Quando Cairn Energy, uma empresa petroquímica do Reino Unido, descobriu petróleo sob as águas territoriais da Groelândia em 2010, tudo indicava que os desejos de secessão iriam ser atendidos. O petróleo e outros minerais como alumínio e ouro, dariam, como se esperava, ao território de apenas 56.200 habitantes o poder financeiro para conquistar sua autonomia total.

Os políticos da Groenlândia ficaram entusiasmados com a expectativa dos petrodólares. Aleqa Hammond, a primeira mulher a ocupar o cargo de primeiro-ministro entre abril de 2013 e setembro de 2014 (quando foi demitida em razão de um escândalo de corrupção), disse que “assistiria” a esse movimento de independência. Um ano depois, a retórica política tinhadiminuído de tom. Em uma conferência de imprensa realizada em 9 de janeiro em Copenhague, o novo primeiro-ministro, Kim Kielsen, disse que “a luz da independência ainda brilha”, mas não tinha certeza se seria um projeto factível enquanto vivesse. Kim Kielsen tem 48 anos, o que sugere um adiamento do cronograma por muitas décadas. Nesse ínterim, as expectativas de receitas rentáveis com a exploração de petróleo frustraram-se. Com a queda de 50% do preço do barril de petróleo nos últimos seis meses a exploração no Ártico ficou cara demais para a maioria das empresas.

1 Opinião

  1. Pablo Cabral disse:

    Independência Já… Viva a República da Groelândia

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