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Recrutamento de mulheres

Polêmica das ‘noivas jihadistas’ volta com fuga de britânicas

ONG estima que nos últimos dois anos mais de 50 mulheres deixaram o Reino Unido para se tornarem 'noivas jihadistas' na Síria e no Iraque

Polêmica das ‘noivas jihadistas’ volta com fuga de britânicas
As três jovens teriam sido alvo do 'recrutamento eletrônico' do Isis (Reprodução/BBC)

Shamima Begum, Amira Abase e Kadiza Sultana eram apenas três estudantes muçulmanas, entre 15 e 16 anos, da Bethnal Green Academy, uma escola secundária de Londres, até decidirem se juntar ao grupo radical Estado Islâmico (Isis). As jovens falaram aos pais que fariam um passeio no recesso escolar, mas na verdade foram ao aeroporto de Gatwick, nos arredores da capita inglesa, onde pegaram um voo para Istambul, na Turquia.

Acredita-se que elas estavam indo para a Síria engrossar a fileira de “noivas jihadistas”, um grupo de jovens que se une aos radicais muçulmanos que operam na Síria e no Iraque para servir de companheiras. Segundo o jornal britânico Daily Telegraph, as meninas já teriam cruzado a fronteira da Turquia com a Síria.

Noivas jihadistas”

A fuga das londrinas causou polêmica e consternação no Reino Unido, além de gerar críticas para as autoridades de segurança. Isso porque as três jovens teriam sido alvo do “recrutamento eletrônico” do Isis. De acordo com a BBC, as meninas foram recrutadas com a influência de Aqsa Mahmood, uma jovem de 20 anos que, em 2013, juntou-se ao Isis na Síria. Ela teria mantido contato frequente com as jovens londrinas, através de mídias sociais, para convencê-las a se juntar à causa. No entanto, Shamima, Amira e Kadiza não são as primeiras meninas da Bethnal Green Academy a se juntar ao Isis. Em dezembro, outra jovem da escola também foi para a Síria.

Apesar de não haver números precisos das jovens que se tornaram “noivas jihadistas”, a ONG britânica Inspire, especializada em lidar com questões de gênero entre mulheres muçulmanas britânicas, estima que mais de 50 tenham saído do Reino Unido nos últimos dois anos.

A Quilliam Foundation, que investe em campanhas educacionais contra a radicalização de muçulmanos britânicos, acredita que a prevenção não deve vir só dos pais, mas também de pessoas envolvidas diretamente com a rotina diárias dessas jovens, como professores.

Especialistas dizem que as “noivas jihadistas” são usadas para funções que variam de atividades domésticas à reprodução. “Mas o conceito de ‘noiva jihadista’ é apenas parte da história. Essas jovens estão viajando também por conta de uma questão de utopia política. Estão participando do jihad e da suposta criação de um estado islâmico”, explica Mia Bloom, analista do Centro para Estudos em Terrorismo e Segurança da universidade americana de Massachussets Lowell, à BBC.

 

Fontes:
BBC-Fuga de britânicas reacende polêmica sobre as 'noivas jihadistas'

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