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REPRESSÃO RELIGIOSA

Polícia chinesa prende pastor e mais 100 pessoas

Prisão de Wang Yi, o mais proeminente pastor protestante da China, faz parte da repressão religiosa no país, que ocorre há décadas e foi intensificada em 2016

Polícia chinesa prende pastor e mais 100 pessoas
Governo justificou as prisões afirmando que a igreja de Yi atua ilegalmente (Foto: Facebook/QiweiFrancis HE))

A polícia chinesa prendeu o pastor Wang Yi, um dos mais proeminentes pastores protestantes do país, e outras 100 pessoas, no último domingo, 9. As prisões fazem parte da repressão religiosa no país, que ocorre há décadas e foi intensificada em 2016, pelo presidente Xi Jinping. O governo justificou as prisões afirmando que a igreja de Wang Yi, que fica na cidade de Chengdu, sudoeste da China, atua ilegalmente.

Em 2016, Xi Jinping promulgou novas regras sobre o controle religioso em todo o país. Segundo o presidente chinês, todos os locais de culto devem ser controlados pelo governo e banir laços estrangeiros.

A repressão religiosa na China ocorre há décadas. Anteriormente, o governo adotava uma política mais tolerável, apenas reprimindo religiões com discursos políticos. No entanto, desde 2016, o controle se tornou mais rígido. No início deste ano, a China proibiu a venda da Bíblia Sagrada pela internet, além de destruir igrejas e retirar as cruzes.

Algumas pessoas detidas já foram liberadas nesta segunda-feira, 10, enquanto outras foram colocadas em prisão domiciliar ou mantidas na cadeia. Mais da metade dos cerca de 60 milhões de protestantes chineses integram igrejas ou templos religiosos similares a Igreja Early Rain, do pastor Wang Yi.

Advogado, o pastor se ascendeu na China, logo no início dos anos 2000, como blogueiro e crítico de cinema, tanto que foi apontado como um dos intelectuais mais proeminentes do país. Em 2005, ele se converteu ao cristianismo e fundou a igreja Early Rain, que cresceu rapidamente e já tem mais de 500 membros.

Mas os cristãos não são os únicos a sofrerem com a repressão do governo chinês. Centenas de milhares de muçulmanos foram encaminhados para campos de concentração na região de Xinjiang. Outros muçulmanos também foram impedidos de jejuar durante o Ramadã.

 

Leia também: A crescente repressão da China contra uigures muçulmanos

Fontes:
The New York Times-Chinese Police Detain Prominent Pastor and Over 100 Protestants

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