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CRISE HUMANITÁRIA

Polícia prende quase 100 pessoas por saques na Indonésia

Atingida por terremoto, maremoto e a erupção de um vulcão, a Indonésia precisa lidar com o desespero e o medo da população

Polícia prende quase 100 pessoas por saques na Indonésia
Mais de 1,4 mil pessoas morreram nos desastres na Indonésia (Foto: DEC/Twitter)

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A situação da Indonésia se agrava a cada dia. Quase uma semana após o início dos desastres no país – terremotos, seguido de maremoto e erupção de um vulcão -, as autoridades, agora, precisam lidar com as questões humanitárias. Pelo menos 92 pessoas já foram presas por saques e roubos em diferentes localidades do país. Ao todo, até o momento, 1.424 pessoas morreram.

Segundo o porta-voz da polícia, Dedi Prasetyo, foram registrados roubos de carros, motos, cigarros, café e alimentos. A maioria das prisões ocorreu na cidade de Palu – uma das mais atingidas pelos desastres –, mas também ocorreram detenções em Sigi, Tolitoli e Donggala.

Acredita-se que o número de presos ainda pode aumentar. O governo chegou a autorizar, temporariamente, que as pessoas pegassem comidas de lojas, enquanto a ajuda humanitária não chegava. No entanto, a permissão já foi revogada. Em Palu, na última quarta-feira, 3, a polícia chegou a dar tiros de advertência e usar gás lacrimogêneo para impedir que moradores saqueassem as lojas.

As autoridades já reforçaram a segurança em pontos específicos para manter a ordem, segundo informou Prasetyo. De acordo com o porta-voz, o objetivo é retomar a atividade econômica nos locais. Segundo as autoridades, a população já está recebendo ajuda humanitária através de doações.

Alguns moradores, em entrevista à agência de notícias Associated Press, porém, denunciaram que a distribuição não tem sido igualitária. “Por favor, diga ao governo e às ONGs que, se eles realmente quiserem nos ajudar com alguma comida, não a distribuam em postos de comando. É melhor ir diretamente em cada tenda, porque às vezes [os produtos] não são distribuídos uniformemente”, solicitou Andi Rusding.

Segundo números noticiados pelo New York Times, 1.424 pessoas morreram, mais de 2,5 mil ficaram feridas e 66.238 casas foram danificadas pelos desastres. Ademais, 70.821 pessoas foram deslocadas em 141 locais diferentes. Segundo uma estimativa do Centro de Assistência Humanitária da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), 191 mil pessoas têm “necessidades urgentes”.

Números ainda podem subir

De acordo com a ONG Aksi Cepat Tanggap (ACT), mais de mil pessoas continuam soterradas sob os escombros do desastre na ilha de Celebes, na Indonésia. Por isso, o número de mortos e feridos ainda pode subir exponencialmente.

“Há casas umas em cima das outras e corpos no fundo”, afirmou Ali Akbar, membro da ONG em entrevista à agência de notícias EFE. A ACT, segundo Akbar, está tentando resgatar alguns corpos, mas o pouco acesso a maquinaria pesada dificulta o trabalho, além de não saber onde estão os mortos e o cuidado para não danificar os corpos.

 

Leia também: Voluntários cavam vala comum para vítimas de terremoto na Indonésia

Fontes:
G1-Polícia prende 92 pessoas por saques após terremoto e tsunami na Indonésia
Agência Brasil-ONG diz que mais de mil pessoas seguem sob escombro na Indonésia

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