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Policiais provocam prefeito de Nova York

Medida que abaixou significativamente a taxa de criminalidade em Nova York pode estar em risco

Policiais provocam prefeito de Nova York
Desde 1990, a criminalidade em Nova York caiu drasticamente e permaneceu baixa (Reprodução/ Internet)

Recentemente, muitos policiais de Nova York decidiram não se incomodar em punir quem comete crimes menores. Eles estão fazendo isso para provocar o prefeito da cidade, Bill de Blasio, que criticou a polícia depois que um oficial matou um civil ao fazer uma prisão no ano passado.

Em 1990, quando Bill Bratton comandava a polícia de trânsito, ele direcionou seus oficiais a prender o maior número possível de “puladores de catraca”. Os policiais descobriram que uma em cada sete presos era procurado por outros crimes, e que um em cada 20 carregava uma faca, arma de fogo ou outra arma. Dentro de um ano, o crime no metrô caiu 30%. Em 1994, Bratton tornou-se chefe do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD), e levou o que tinha feito no metrô para ruas perigosas da cidade. Desde 1990, a criminalidade em Nova York caiu drasticamente e permaneceu baixa. No entanto, os nova-iorquinos estão preocupados que isso possa estar prestes a mudar.

Durante a primeira semana de 2015, os policiais de Nova York prenderam apenas três “puladores de catraca”, enquanto mais de 400 foram presos durante o mesmo período no ano passado. Detenções em toda a cidade caíram para menos que a metade. O número de intimações emitidas por ofensas e violações de trânsito caiu mais de 90% em relação ao mesmo período do ano passado.

Entenda a briga entre os policiais e o prefeito de Nova Iorque

Depois que um júri decidiu absolver um policial que foi acusado de matar Eric Garner em julho, aconteceram muitos protestos pacíficos. No entanto, alguns protestantes queriam os policiais mortos. A NYPD mostrou uma notável cordialidade e gentileza com os manifestantes, apesar de muitos estarem os provocando. O prefeito, por sua vez, disse estar preocupado com seu filho, que é negro, já que ele poderia não estar seguro com a polícia. A declaração não agradou muitos policiais, já que um grande número desses oficiais também é negro. Eles já estavam se sentindo hostilizados quando dois policias foram mortos no mês passado por um atirador que fez ameaças pelas redes sociais. Milhares de policiais foram nos funerais e quando o prefeito apareceu em um telão para falar sobre as vítimas, muitos viraram as costas em protesto.

Bratton disse que o protesto era impróprio para um funeral. Já Patrick Lynch, o presidente da Associação Benevolente de Patrulheiros de Nova York, disse que o prefeito “tinha sangue nas mãos”.

Bratton ainda é respeitado pelo seu departamento. Mas Gene O’Donnell, um ex-policial que virou professor na Faculdade de Justiça Criminal John Jay pensa que essa insubordinação pode fazer com que Bratton deixe de ser um representante dos policiais para se tornar um “soldado” do prefeito.

 

Fontes:
The Economist-Zero common sense

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