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Museu cancela evento que homenageia Bolsonaro

Evento seria realizado no Museu Americano de História Natural no próximo mês de maio, mas terá de ocorrer em outro local

Museu cancela evento que homenageia Bolsonaro
Cerimônia ocorre anualmente, com Dória e Moro já tendo sido premiados (Foto: Divulgação/D. Finnin/AMNH)

O Museu Americano de História Natural anunciou na última segunda-feira, 15, o cancelamento do evento no qual o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, seria homenageado. Com o cancelamento, a solenidade deve ocorrer em outro local.

Em fevereiro, Bolsonaro foi escolhido para receber o prêmio “Pessoa do Ano”, pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. O evento iria acontecer no Museu Americano de História Natural, em Nova York, no próximo dia 14 de maio. No entanto, em meio a críticas e temores, o museu optou por cancelar a solenidade.

“Com respeito mútuo pelo trabalho e pelos objetivos de nossas organizações individuais, concordamos em conjunto que o Museu não é o local ideal para o jantar de gala da Câmara de Comércio Brasil-EUA. Este evento tradicional terá lugar em outro local na data e hora originais”, escreveu a organização do Museu nas redes sociais.

Antes de anunciar o cancelamento da solenidade, a entidade já havia se manifestado, também na última segunda-feira, esclarecendo que não foi o museu que convidou Bolsonaro, mas sim um evento externo que ocorreria nas dependências. Ademais, agradeceu a todos que se manifestaram sobre a presença de Bolsonaro no Museu Americano de História Natural, admitindo compartilhar da preocupação.

“Estamos profundamente preocupados com os objetivos declarados da atual administração brasileira, e estamos trabalhando ativamente para entender nossas opções relacionadas a este evento”, escreveu a organização antes de anunciar o cancelamento.

A decisão do museu foi celebrada por diferentes entidades e pessoas. A organização Amazon Watch, criada em 1996, em defesa da Floresta Amazônica, comemorou o anúncio do museu, pedindo união para denunciar “o preconceito, o racismo e os planos de Bolsonaro para a destruição da Amazônia e as violações dos direitos indígenas”.

Já o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição ao governo no Senado, destacou a “humilhação” que o Brasil precisou passar de ter um evento de premiação cancelado por causa das “posições preconceituosas e racistas de Jair Bolsonaro”.

Antes do cancelamento, o prefeito de Nova York, o democrata Bill de Blasio, admitiu que também pediria ao museu para que a solenidade não fosse realizada pelo risco que Bolsonaro oferece para a Amazônia.

A cerimônia de premiação de “Pessoa do Ano”, feita pela Câmara, é tradicional. Nos últimos anos, o atual ministro da Justiça, Sérgio Moro (2018), e o atual governador de São Paulo, João Dória (2017), também receberam o prêmio da entidade.

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1 Opinião

  1. Rogerio Faria disse:

    Esse lixo merece ser homenageado???

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