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Polônia: a improvável estrela da Europa

A maior contribuição para o sucesso da Polônia foi o uso efetivo de sua filiação à UE

Polônia: a improvável estrela da Europa
A Polônia desafia o pessimismo generalizado (Fonte: Reprodução/Freefoto.com)

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Ao longo de boa parte da década passada, a União Europeia esteve em um estado lamentável. No entanto um país grande desafia o pessimismo generalizado: a Polônia.

Outrora considerada a criança problemática da Europa Central, a Polônia viu sua economia crescer desde o colapso do comunismo mais que qualquer outro país da UE. Ela foi o único membro da UE a evitar uma sucessão durante a crise financeira. É difícil pensar em qualquer país da Europa, rico ou pobre, que não possa aprender algo com a Polônia.

Diferentemente de boa parte de seus vizinhos ex-comunistas, que optaram por uma transição mais suave para a capitalismo, a Polônia embarcou em uma “terapia de choque” em 1990 capitaneada por Leszek Balcerowicz, então ministro das finanças. Quase da noite para o dia o controle de preços foi abolido, os mercados foram totalmente abertos para o comércio exterior, o zloty tornou-se conversível, os subsídios a setores de propriedade do estado foram cortados e as privatizações começaram. Isso foi doloroso para quase todos, mas após uma queda breve e aguda na qual o PIB encolheu em quase 15%, o crescimento voltou em 1992 — e não parou desde então.

A maior contribuição para o sucesso da Polônia, no entanto, foi o uso efetivo de sua filiação à UE. Os poloneses foram rápidos em perceber as oportunidades dos fundos estruturais e de coesão da UE, bem como os benefícios de melhorar o seu próprio governo e transparência.

A Polônia continuou avançando suas reformas. A ainda há mais a fazer, tal como reduzir o inchado serviço público, aumentar a poupança privada e das empresas e o investimento, e convencer mais poloneses inteligentes a ficaram em seu país em vez de emigrarem.

Fontes:
The Economist - Poland’s second golden age: Europe’s unlikely star

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