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Polônia prende diretor da Huawei acusado de espionagem

Além do chinês, um polonês também foi preso sob a mesma acusação. Huawei nega espionagem para a China

Polônia prende diretor da Huawei acusado de espionagem
Huawei tem sido constantemente acusada de espionagem (Foto: Wikimedia)

Autoridades polonesas prenderam duas pessoas em Varsóvia, sob acusações de espionagem para a China. Uma das pessoas é o chinês identificado como Weijing W, que ocupa o cargo de diretor de vendas da empresa de tecnologia Huawei, enquanto o outro é o ex-agente sênior de inteligência da Polônia Piotr D.

A prisão do diretor de vendas da Huawei acontece pouco mais de um mês depois que as autoridades canadenses detiveram a diretora de finanças da empresa chinesa, Meng Wanzhou. A prisão desencadeou uma crise entre Canadá e China, que deteve, pelo menos, 13 cidadãos canadenses entre dezembro e janeiro.

Na última sexta-feira, 11, o Ministério das Relações Exteriores da China demonstrou preocupações com a detenção na Polônia e solicitou que o país proteja os diretos legais do detento. Ademais, um porta-voz da embaixada chinesa em Varsóvia afirmou que Pequim “atribuiu grande importância” ao caso.

Os policiais invadiras as casas e escritórios dos suspeitos e os detiveram em seguida. Não foram divulgadas muitas informações sobre as prisões, mas os homens podem ser mantidos presos por até três meses enquanto a investigação prossegue.

As detenções de chineses envolvendo a Huawei acontecem em um momento em que muitos países ocidentais têm colocado limitações em relações às tecnologias da empresa chinesa, que é vista com preocupações. Muitos governos acreditam que a Huawei use seus aparelhos para espionar em favor da China.

Países como Alemanha, Reino Unido, República Tcheca e Noruega estão entre nações que já questionaram o envolvimento da Huawei no desenvolvimento de redes sem fio de tecnologia 5G, que é a próxima geração de conectividade com a internet. Normalmente, os países que adotam posturas mais rígidas em relação a Huawei são aliados dos Estados Unidos.

A Europa, em particular, tem se tornado um campo de grande disputa com a Huawei, em um momento em que a empresa se torna uma das principais fornecedoras de tecnologia do continente. A companhia chinesa já é a segunda maior fabricante de smartphones do mundo. O vice-presidente da União Europeia, Andrus Ansip, afirmou, em dezembro, que os países devem observar as ações da Huawei por causa dos riscos à segurança cibernética.

Algumas nações já tomaram medidas mais duras contra a empresa chinesa. O Japão, por exemplo, impediu que a companhia conseguisse contratos com o governo. Enquanto isso, Austrália e Nova Zelândia tomaram algumas medidas para impedir a construção de redes 5G, que seriam lideradas pela Huawei.

A empresa chinesa, porém, sempre negou que haja como espiã para o governo chinês. A companhia não se posicionou sobre as prisões na Polônia, mas afirmou que “está em conformidade com todas as leis e regulamentos aplicáveis nos países onde opera”.

 

Leia também: Diretora da Huawei deixa prisão no Canadá

Fontes:
The New York Times-Poland Arrests 2, Including Huawei Employee, Accused of Spying for China
South China Morning Post-China voices ‘grave concerns’ over Poland’s arrest of Huawei sales director on spying charges

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