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Por que as mulheres são mais inclinadas à prática da natação?

Dois livros recém-publicados com enfoques diferentes descrevem o fascínio exercido pela natação nas mulheres

Por que as mulheres são mais inclinadas à prática da natação?
As 'sufragistas da natação' prepararam o caminho para as gerações futuras (Foto: Pinterest)

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Boiar na água, afundar como uma pedra ou surfar na onda. Os movimentos na água podem ser uma metáfora para os diversos momentos da vida.Talvez, por isso, tantas pessoas encontram consolo na natação quando os mares da vida ficam difíceis e os desafios dos lagos gelados, das correntezas dos rios e das ondas dos oceanos as ajudam a superar as dificuldades.

Em Swell: A Waterbiography, a jornalista Jenny Landreth entrelaça sua história com relatos de pioneiras femininas, as “sufragistas da natação”, que realizaram feitos notáveis ​​e prepararam o caminho para as gerações futuras. “Ao observar a quantidade de restrições e mitos” do passado, escreveu Landreth, é “incrível que as mulheres tenham tido coragem de entrar na água”.

As noções de recato na era vitoriana restringiam a liberdade das mulheres. Ainda assim, elas iam à praia. A “máquina de banho”, uma casinha de madeira sobre rodas era levada até à beira da praia para que as mulheres não fossem vistas em roupas de banho. Em 1892, The Gentlewoman’s Book of Sport descreveu a cena de uma mulher nadando com um espartilho, um vestido pesado, botas, chapéu, luvas e um guarda-chuva na mão.

O banho de mar com a presença de homens e mulheres juntos foi permitido nas praias inglesas em 1901. As mulheres tiveram acesso às piscinas públicas e começaram a competir com os homens em campeonatos. Em 1926, Gertrude Ederle foi a primeira mulher a atravessar o canal da Mancha e o pai lhe deu de presente um carro esporte vermelho pelo feito extraordinário de ter batido um recorde de quase duas horas.

Em seu livro de estreia, I Found My Tribe, Ruth Fitzmaurice fez um relato mais lírico e comovente da prática da natação. Nele, a autora descreve a vida ao lado do marido que havia sido diagnosticado com doença do neurônio motor e a responsabilidade de criar cinco crianças pequenas. Mostra a distância que aumentou entre ela e o marido, cada um preso em seus mundos, e a depressão que sentiu.

O clube de natação das “esposas infelizes” criado por algumas amigas, cuja experiência de vida fez com que “despertassem para a beleza e a tristeza da existência”, amenizou o sofrimento de Fitzmaurice. “O movimento das ondas, a emoção do mergulho, a reação ao frio dá uma sensação de liberdade e de retorno à vida indescritível”, escreveu.

Fontes:
The Economist-Why women are so keen on swimming

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