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Por que os sul-coreanos estão se afastando da religião?

Porcentagem de sul-coreanos que não se identifica com nenhuma religião cresceu de 47%, em 2005, para 56% em 2015

Por que os sul-coreanos estão se afastando da religião?
Igrejas tentam atrair os jovens com encontros e conversas informais (Foto: Pixabay)

Com um sistema de ensino e um mercado de trabalho exigente, não sobra muito tempo para os sul-coreanos ficarem numa igreja. Em várias cidades do país, há mais igrejas do que lojas de conveniência. Cerca de 20% delas são protestantes (o maior grupo do país), 15% budistas e quase 8% católicas.

A grande quantidade de igrejas é um legado trazido, principalmente, pelos missionários americanos depois da Guerra da Coreia (1950-1953). No entanto, segundo o órgão do governo de estatísticas, a porcentagem de sul-coreanos que não se identifica com nenhuma religião cresceu de 47% em 2005 para 56% em 2015. Uma pesquisa da Gallup Korea revelou que 31% dos sul-coreanos na faixa dos 20 anos se identificam como religiosos. Esta taxa era de 46% há 10 anos.

As igrejas estão tentando atrair jovens, marcando encontros que imitam programas típicos de televisão. Os líderes religiosos estão fazendo eventos com conversas informais, nos quais os jovens podem discutir questões pessoais e fazer perguntas teológicas.

Algumas igrejas apontam o celular como o problema. Por isso, alguns jovens organizaram, no ano passado, um evento no qual as pessoas deveriam deixar de lado seus smartphones para rezar juntos. Outras igrejas aceitaram a importância do dispositivo. A igreja SaRang, uma das maiores do país, desenvolveu um aplicativo da Bíblia Sagrada.

Segundo dados da OCDE, o desemprego na Coreia do Sul é o maior desde os anos 2000. Segundo especialistas, os mais jovens se desapontam com a religião porque ela não dá soluções diretas.

Fontes:
Aljazeera-Why young South Koreans are turning away from religion

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2 Opiniões

  1. laercio disse:

    Meu entendimento é que as igrejas deveriam trabalhar no sentido de cobrar bom comportamento do poder público, culminando em melhoria na qualidade de vida deixando os jovens menos empenhados constituindo o tempo necessário para as práticas religiosas.

  2. Carlos Valoir Simões disse:

    Língua, religião e alta cultura são os únicos componentes de uma nação que
    podem sobreviver quando ela chega ao término da sua duração histórica. São os
    valores universais, que, por servirem a toda a humanidade e não somente ao
    povo em que se originaram, justificam que ele seja lembrado e admirado por
    outros povos. (Olavo de Carvalho)

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