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Porta-aviões

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Alguns comentários navais:
A Marinha do Brasil não precisa e nunca precisou de um Porta Aviões. O Minas Gerais fez parte do mapa do Rio de Janeiro, pois vivia ancorado na Baia de Guanabara. Agora temos o Marechal Foch transformado em São Paulo que seguramente seguirá a mesma sina e acabará desmontado em alguns anos.
Entendo que nossas Forças Armadas deveriam ser totalmente reformuladas, com os seguintes princípios:
a) Todos os equipamentos deveriam ser produzidos no Brasil e com tecnologia avançada desenvolvida no Brasil. Cria-se uma política de desenvolvimento tecnológico com base em encomendas militares ( é a base do desenvolvimento tecnológico norte americano).
b) A Marinha deveria ter uma flotilha de 10 submarinos nucleares no patrulhamento da costa e uma Guarda Costeira para atuar realmente como Polícia Marítima, evitando abusos de lanchas, contrabando, tráfico etc. Esta Guarda Costeira atuaria tambem no patrulhamento de nossas vias de navegação interior ( Tietê Paraná e Amazônia). Todo o corpo deveria ser profissional, não mais existindo Serviço Militar Obrigatório
b) O Exército teria unidades menores de infantaria aerotransportada, e de blindados localizados mais no interior no controle de fronteiras. Também seria profissional e extremamente bem treinado e equipado. Fim do Serviço Militar.

c) A Aeronáutica teria esquadrilhas de caça produzidos no Brasil, responderia pela aviação de transporte do governo e de cargas em emergências e ficaria responsável pelo programa do veículo lançador de satélites e mísseis de médio alcance.

Com isto teríamos Forças Armadas enxutas, profissionais, de alta tecnologia e com custos muito inferiores aos atuais.



(Opinião do leitor Cristiano Kok, engenheiro e executivo, em 16/02/06, por e-mail)




Quanto ao artigo sobre o porta-aviões, acredito que o real debate vai muito além de ser ou não uma sucata a nobre banheira ancorada no porto de Rio. Minha tese é a de que o papel das forças armadas precisa ser completamente revisto. No passado, em função da simplicidade tecnológica em torno da atividade bélica, praticamente qualquer país podia se dar ao luxo de montar forças armadas que tivessem utilidade na defesa da inviolabilidade de suas fronteiras. No atual estágio tecnológico da guerra, nenhuma nação tem qualquer chance de montar um aparato bélico equiparável à máquina de guerra que os americanos desenvolveram. E mais, seria absolutamente inútil tentar fazer isto, porque até mesmo para a nação hegemônica as forças armadas são um brinquedo inútil e imensamente caro. Como foi perfeitamente demonstrado nos conflitos ocorridos nas últimas tres décadas, a guerra não é mais decidida no campo de batalha. O exército americano, com relativa facilidade, invadiu o Viet-Nam que não dispunha de poderio militar convencional para resistir. Mas a guerra de verdade só começou depois da invasão. E foi quase uma década de atoleiro para os americanos que, ao final, foram enxotados de lá com o rabo entre as pernas. O mesmo aconteceu com os russos no Afeganistão e, pouco tempo depois, as aventuras dos americanos tanto no mesmo Afeganistão quanto no Iraque, viraram, de novo, atoleiros sem saída.
Se é assim a maneira como hoje se desenvolvem as guerras, qual o sentido de manter forças armadas que nem são capazes de garantir nossas fronteiras nem estão preparadas para, depois da improvável invasão, infernizar a vida do invasor? No caso brasileiro, um detalhe relevante deve ser focalizado: cerca de 80% do nosso orçamento militar vão para o pagamento de aposentadorias e pensões. Ou seja, nossas forças armadas rapidamente se transformaram num imenso INSS, cuja conta, em breve, não teremos como pagar.



(Opinião do leitor Carlos Salles, executivo, em 17/02/06, por e-mail)

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  1. unhudo disse:

    PORTA-AVIÕES É UMA ARMA DE ATAQUE. O BRASIL NÃO PRECISA ATACAR NINGUÉM EM LUGAR ALGUM DO PLANETA. POR ISSO O BRASIL NÃO NECESSITA DE PORTA-AVIÕES. ISTO É PURA MEGALOMANIA DA MARINHA. NECESSITAMOS, DE UMA MARINHA FORTE EM OUTROS SEGMENTOS, DA MESMA FORMA QUE NECESSITAMOS DE UM EXÉRCITO FORTE E UMA FORÇA AÉREA IGUALMENTE FORTE E ATUALIZADA.

  2. frederico boumann disse:

    O Brasil passará por um momento único em sua trajetória de aquisições militares; estamos entrando no projeto do PAK-FA em parceria com a Rússia e a Índia, este caça será de 5º geração, igual ao F-22 Raptor dos Estados Unidos,e o que é melhor, mais barato que ele; também em parceria com outro país, a França, teremos o primeiro submarino nuclear nacional, e não é só isso, já há em desenvolvimento na marinha o estudo de um submarino da classe SSGN, que traria à marinha do Brasil para um patamar de grande marinha do mundo; temos que formentar o estudo no Brasil para que consigamos ter capacidade de produzir nosso armamento! a Avibras desenvolveu nosso "tomahawk" por 10.000 reais, enquanto o americano custa 1.400.000 doláres, com o mesmo efeito devastador; isso mostra a nossa capacidade; temos que ter pelo menos cinco porta-aviões nucleares para dar suporte à costa e claro seria interessante um pequeno arsenal nuclear,embora, para alguns estudiosos, o fato de já enriquecemos urânio já nos qualifica como potência atômica. O importante é se ter em mente que a renovação das forças armadas é algo necessário para a defesa de nossos interesses; se queremos uma vaga no conselho de segurança, como te-lá se não conseguimos nem nos defender?! quanto mais defender outros!

  3. jefferson disse:

    o brasil tem a obrigação de se armar,uma vez que a própria história nos revela que a cada momento que um país começa a crescer ,seja econômicamente ou politicamente ,há guerra.temos o exemplo da França,Inglaterra,Rússia entre tantos outros países que fizeram guerra à medida que cresciam.O brasil está passando de crescer no campo bélico,ou seja sem forças armadas para uma possível guerra,principalmente devido a carência de água e alimentos quem já vem aflingindo milhares de pessoas ,precisa-se investir muito nas forças armadas para proteger o que é do povo brasileiro.

  4. Altamiro Duarte disse:

    O que falta em noosso pais é gente que ame ser brasileiro,não esta malta que pensa ser européia,servil à estrangeiros,só assim seremos fortes com forças armadas fortes mesmo com serviço obrigatório inclusive estendido ao sexo feminino.

  5. MARCIO COSTA disse:

    VEIO VC ESTA FORA DA REALIDADE, TOTALMENTE POR FORA DO QUE ESTA ACONTECENDO NA AMERICA LATINA E NO MUNDO, EU POR MIM O BRASIL COMPRARIA MAS UNS 6 A 8 UNIDADES COM CAÇAS JUNTO NO PACOTE.
    POIS Ñ ESTAMOS FALANDO SIMPLESMENTE DO BRASIL, ESTAMOS FALANDO A NOVA POTÊNCIA MUNDIAL, POIS SOMOS TRILHARDARIOS EM AGUA MANO, BILHONARIOS EM PETROLEO CARA DEVEMOS NOS ARMAR SIM ATE OS DENTES, SOU CONTRA A PROCURA DE GUERRAS ISSO SOU CONTRA MAS NOS PREPARAR PARA UM FUTURO CERTO, SOU COMPLETAMENTE A FAVOR …
    VLW

  6. Paulo Renner disse:

    Eu fico indignado com comentarios sonhadores, que muitas vezes indicam a ignorancia da viabilidade financeira de nossas forças. Somos um país em eternas vias de desenvolvimento, com orçamentos curtissimos, chegamos em alguns anos a usar redutores de calibre para munição de festim. Então não fiquemos sonhando com uma força militar profissional que possuirá tantos vetores de ultima geração, mas em criar maneiras de manter nossas forças militares operacionais com o orçamento real. Deixe para os norte-americanos o papel de xerife do mundo.
    O Nael São Paulo é um presente bem vindo sim, caso não saibam foi um presente Francês, pagamos pelo navio, pois os EUA não gostaram da forma como ele seria entregue. Bem pessoal nosso país precisa é de outra reformulação. A reformulação de amago político e quando isso ocorrer seremos mais respeitados como nação.

  7. Anônimo disse:

    A MARINHA BRASILEIRA TEM QUE TER PELO MENOS 3 PORTA -AVIÕES 5 SUBIMARINOS NUCREARES E UMA FROTA COSIDERAVEL DE NAVIOS DE GUERRA PARA A COMPANHA OS NAE E UMA FORÇA AERREA FORTE UM EXERCITO QUE JÁ É FORTE MAIOR

  8. Paulo disse:

    Leandro Araujo Costa,

    Seus comentários foram muito bem colocados no sentido de trazer alguma luz à ignorância militar de alguns opininantes. Reforço o que vc disse: Precisamos sim de um porta aviões, ele não é uma sucata, mesmo se comparado aos americanos, é praticamente novo, pois a maioria dos Naes americanos são da década de 70/80,ele tem capacidades maiores que muitos porta aviões atuais , inclusive o invencible inglês ou o principe de asturias espanhol, ele nos possibilita uma capacidade de patrulhamento infinitamente maior do que submarinos nucleares, que tb são necessários como instrumentos de dissuasão. Enfim falar apenas por falar, sem ter conhecimento algum das forças armadas é fácil. O díficil é fazer o certo e apoiar uma reformulação que garantisse maiores investimentos e menores custeios nas f.a.. Parabéns Leandro…

  9. Rodrigo Galhardo disse:

    Eu acho que a aeronáutica deveria parar de formalidades,e fazer sua infántaria operacional,e não só de segurança dos seus quartéis.A força aérea deve ter homens preparados para subir favelas,atuar nas ruas também.Como o exército e a marinha tem também sua aviação,a aeronáutica também tem direito a uma infántaria melhor preparada para atuar.Muitas das vezes,os infantes da FAB não tem seu lugar,um objetivo.Força aérea tá na hora de mudar,dar mais destaque,não só a pilotos e aviões,mas a seus guerreiros combatentes na terra.Homens leais no comprimento da lei,guerreiros anônimos,corajosos.

  10. Leandro Araujo Moreira da Costa disse:

    Menor espaço para pouso de uma aeronave em um porta-aviões em atividade?

    Bem, você consegue pousar um Esquilo em uma área realmente muito pequena. Afinal de contas helicópteros também são aeronaves.

    Por que a pergunta?

  11. luceno ruas disse:

    Não só concordo, mas acredito que o Brasil tem qualidade de sobra e condições pra isso, o que falta é o governo parar de investir em programas politicos e praticar uma politica séria de investimento em varias ares tecnólogicas, só assim pra levantarmos um pouco a nossa moral e esperança de um dia tirarmos essa tarja de 3º mundo…

    Gostaria de deixar uma pergunta. Qual é o menor espaço para pouso de uma aeronave em um porta avioes em atividade?

  12. Francisco Freitas disse:

    O que o Brasil precisa realmente é de uma arma que nos garanta soberania de verdade. Essa arma chama-se bomba atômica. Temos que acabar com esse pacifismo subserviente que reina tanto nos nossos gorvernantes quanto no povo: O Brasil é pacífico, não precisa de armas. Já dizia Barão do Rio Branco, “Não se pode ser pacífico sem ser forte”. Precisamos ter Forças Armadas fortes para sermos respeitados. È no mínimo estranho que os EUA ordene os outros países a não terem armas nucleares. Infelizmente nos faltam políticos patriotas, que queiram ver o Brasil no topo.

  13. christopher disse:

    é verdade qualquer porta aviões norte americanos coloca o nosso no chinelo….então ministério da defesa compra pelo menos um que dá gosto de ter antes…..

  14. Leandro Araujo Moreira da Costa disse:

    Rodrigo, como eu havia mencionado acima, unidades melhores e mais bem treinadas sairiam caro demais para o orçamento atual das Forças Armadas do Brasil. Porém, discordo com os ensinamentos aprendidos na Guerra do Vietnã e no Iraque, até porque você não os citou.

    No Vietnã, o exército americano, por exemplo, venceu a grande maioria das batalhas. A Ofensiva do TET, em 1968 por exemplo, é considerada um sucesso político, mas não militar, pois ela foi rechaçada com relativa facilidade. O que as forças armadas americanas mais aprenderam durante a guerra do vietnã foi o fato de que necessitavam de um exército voluntário ao contrário de recrutamento, algo que na época gerou muita polêmica.
    No Iraque, os americanos já utilizavam e ainda utilizam pequenas unidades de combate em campo, portanto, você foi contraditório nesse sentido. Devo dizer que comparar Iraque com Vietnã não é cabível.
    Já o porta-aviões São Paulo, como eu também mencionei acima, não é uma sucata e sim, um porta-aviões pode ser usado como arma defensiva, como já foi provado durante a Segunda Guerra Mundial e o Conflito das Malvinas. Aliás, se o porta-aviões argentino nas Malvinas fosse o São Paulo, os Argentinos poderiam ter lançado seus aviões com sucesso e feito um grande ataque na frota inglesa, que, poderia ter frustrado a retomada das ilhas.

  15. Rodrigo Salmonier disse:

    O Brasil deveria investir mais em unidades menores de combate( visto o aprendizado no Vietnãe no Iraque ) já que evitar uma invasão seria praticamente impossível. Já o NAe São Paulo trata-se de uma arma totalmente ofensiva pois é utilizada por países com interesses em outras nações o que não é o caso do Brasil,tornando-o o NAe uma sucata da década de 60totalmente inútil.

  16. Leandro Araujo Moreira da Costa disse:

    Tudo bem, mas Wellington não infiltrou ninguém nem muito menos utilizou pedaços de madeira e pedras contra Napoleão em Waterloo, em 1815.

    Os AMX também não estão homologados para utilização no NAe São Paulo, o que aliás seria bastante interessante se isso fosse feito, mas o AF-1 (A-4), já é um vetor de ataque e portanto seria redundante o desenvolvimento de uma versão naval do AMX, que afinal de contas, também saiu de linha.

    Aliás, a história da Guerra das Malvinas é interessantíssima, ainda mais se levarmos em consideração toda a logística envolvida nos dois lados da disputa.

    Por muito pouco, a Fuerza Aerea Argentina não frustra a ação inglesa. Faltou um pouquinho de tudo para ambos os lados, mas os ingleses venceram devido à tecnologia, garra e treinamento adequados, porém não se pode dizer que estavam adequadamente equipados ou que o conflito em si tenha sido 'mamão com açúcar' para os ingleses.

    O porta-aviões argentino, o Vientecinco de Mayo, carregado de A-4's armados com bombas convencionais, chegou realmente a se aproximar da força-tarefa inglesa, porém, a versão oficial argentina, diz que quando chegaram no local propício para o lançamento das aeronaves, o vento (em pleno Atlântico Sul) era insuficiente para o lançamento seguro das aeronaves (necessário devido ao convés pequeno. Afinal de contas o Vientecindo de Mayo é da mesma classe do finado NAeL Minas Gerais) e para não se expor por tempo demais aos submarinos e aeronaves de reconhecimento inglesas, ele voltou para seu porto.

  17. Remerson De Deus Araujo disse:

    Não concordo acho que é nessecario o uso do parta-aviões e e indespensavel para proteger nossa soberania.e tambem e um mei mais eficiente de atague aereo.

  18. jairo disse:

    caros comentaristas gostaria de ressaltar algumas coisas que considero primordial para o bom funcionamento das forças armadas em combate independente de que inimigo seja, primero e mais importante uma revisao do orçamento como ja foi ressaltado que é pouco e usado para pagamento de aposentados, mas não menos importante é como essa força vai se comportar em gerra, se a gerra for contra argentina,
    senegal, chile por exemplo o brasil poderia sim com a aquisiçao de mais 4 fragatas uzar o porta avioes que ao meu ver é a mais poderoza arma do arsenal brasileiro independente da idade afinal só porque é velho nao quer dizer nada o tempo de vida dele ainda não acabou,
    com os amx modernizados e os a4 tambem o brasil poderia colocar 40 aeronaves no sao paulo essas 40 aeronaves poderiam realizar qualquer missao e facilmente invadiriam qualquer espaço aereo, agora se a gerra for contra os EUA, o porta avioes permanecera atracado nao sairia para combate e os eua tambem reduziriam os naes pois tanto o brasil quanto eua possuem submarinos caçadores e o brasil um dos melhores, 1 n 5 a argentina com 1 reduziu o numero de navios da inglaterra nas malvinas em 40% com medo de ataques do submarino, ta certo que os eua possuem mais de 20 mas
    e dai hoje um exemplo da falta de preparo norte americano é a gerra do iraque, e a populaçao iraquiana é infinitamente menor que a brasileira, nao sei voçe mas eu tenho uma arma e se nessessario uzaria em uma gerra, eu, 90% do rio grande do sul, 85% de santa catarina, 72% do parana, valores que foram confirmados com a campanha do desarmamento. E tambem que a inglaterra ganhou uma gerra contra napoleao, apenas com milicias infiltradas na populaçao pedaços de madeira e pedras.

  19. Leandro Araújo Costa disse:

    Discordo completamente do leitor Cristiano Kok em seus comentários
    navais do dia 16/02/2006.

    O Brasil tem uso sim para um porta-aviões. O grande problema do nosso
    NAe São Paulo é o próprio governo brasileiro, que constantemente corta
    o orçamento dos militares. E para todos os efeitos, o título do artigo
    é por si só bastante tendencioso. O Navio Aeródromo São Paulo
    (ex-Foch) foi construído na França em 1961, inspirado no projeto de
    porta-aviões contemporâneos americanos que estavam em serviço até bem
    pouco tempo atrás e que apenas foram retirados de serviço por que
    estão sendo substituídos por unidades nucleares. O fato de ele ficar
    aportado no Arsenal de Marinha durante todo esse tempo é a simples
    falta de dinheiro para que ele possa ser consertado para se fazer ao
    mar novamente.

    Se as Forças Armadas tivessem todos os equipamentos de fabricação
    nacional, estaríamos totalmente defasados ante as forças armadas de
    países vizinhos, para não dizer de inúmeros outros países no resto do
    mundo. Não estou tentando desmerecer a tecnologia nacional, mas sim
    focando na eficiência das Forças Armadas. O ideal, seria mesmo que
    tudo que adotássemos no Brasil fosse de tecnologia nacional, mas como
    o governo sucateou a pesquisa e desenvolvimento no Brasil há tanto
    tempo, isso não é possível, e nem nunca foi, para falar a verdade.
    Para que isso acontecesse, o investimento em educação, pesquisa e
    desenvolvimento teria que ser massiço e, obviamente, não renderia
    resultados imediatos, mas sim em torno de 25, 30 anos, pelo menos.

    De nada adianta a Marinha do Brasil ter uma flotilha de 10 submarinos
    nucleares. A Inglaterra que tem uma quantidade similar está com
    problemas muito sérios no orçamento para manter essa flotilha e não
    precisamos comparar as nossas economias para isso. Também não sei qual
    seria a utilidade de termos 10 submarinos nucleares patrulhando a
    costa brasileira. Submarinos nucleares são elementos de disuassão
    contra uma possível armada inimiga rumando para o Brasil, e digo
    rumando, porque submarinos nucleares são mais eficientes em águas
    profundas, ao passo que submarinos convencionais (Diesel-Elétrico) são
    bem mais eficientes em águas rasas, o que torna a nossa atual flotilha
    de submarinos bastante eficiente para a tarefa que lhes é confiada.
    Não se gasta bilhões no desenvolvimento, construção e manutenção de um
    submarino nuclear para que patrulhe a costa contra embarcações que
    possam estar carregando carga ilícita. Seria a mesma coisa que jogar
    dinheiro fora. Se existe a necessidade de grandes vasos de guerra
    patrulharem a costa brasileira, seria até infinitamente mais barato
    terminar o conserto do NAe São Paulo, equipá-lo com algumas dezenas de
    helicópteros e alguns aviões como os Turbo Trackers e percorrer a
    costa brasileira de cima a baixo patrulhando. Mas não é para isso que
    serve um porta-aviões e com certeza não é para isso que o temos.

    A Aeronáutica já é responsável pela aviação de transporte do governo,
    de cargas em emergências, pelo veículo lançador de satélites e de
    mísseis de médio alcance. Por infortúnio do cada vez mais reduzido
    orçamento repassado pelo governo, a Aeronáutica tem problemas sérios
    para manter todas essas tarefas. A Aeronáutica também carece muito de
    falta de desenvolvimento tecnológico. A Avibrás está ainda testando o
    primeiro míssil “cruise” brasileiro, de médio alcance, que é um
    programa supervisionado e patrocinado pela Aeronáutica. O Veículo
    Lançador de Satélites parece ter sumido do mapa após o acidente em
    Alcântara, mas ainda está ativo. Nossa aviação de transporte é muito
    ativa, ainda mais no tocante ao abastecimento de povoados isolados na
    Amazônia e está recebendo aviões novos.

    A Força Aérea simplesmente não tem como se equipar de caças produzidos
    no Brasil, porque nem a EMBRAER detém tecnologia suficiente para
    produzir um avião de caça com tecnologia inteiramente nacional. Não
    basta projetar a célula da aeronave, mas é também necessário projetar
    os aviônicos e outros inúmeros sistemas que compõem uma aeronave de
    combate moderna. A Índia, que tem centros de pesquisa e
    desenvolvimento que não devem nada ao chamado primeiro mundo, tenta
    construir seu próprio caça a décadas e não tem conseguido qualquer
    sucesso, optando então por importarem caças de outros países, como
    França e Rússia, e devo dizer que obtiveram um sucesso inesperado nos
    exercícios conjuntos contra caças americanos em 2004, tendo obtido
    sucesso em 90% das missões simuladas e de forma alguma a economia
    indiana vai mal ou de forma alguma pode se dizer que eles
    comprometeram sua soberania nacional.

    O “Alistamento Obrigatório” só é obrigatório oficialmente, porque há
    décadas, o serviço obrigatório só vem aceitando em seus quadros, quem
    quiser realmente ser aceito. O excesso de contingência no Serviço de
    Alistamento Obrigatório, nos leva a crer que é praticamente um serviço
    voluntário, pois aproximadamente mais de um milhão de jovens se
    apresentam às Forças Armadas anualmente para se alistarem no serviço
    militar e apenas uns oitenta mil são aproveitados pelas forças
    armadas, e mesmo assim, alguns são eliminados após serem selecionados.

    Já foi também provado, que se o serviço militar obrigatório fosse
    extingüido, nossas Forças Armadas, mesmo que pouco menores do que a
    atual, gastaria ainda mais do que a atual, pelo simples fato de que
    teríamos que gastar mais dinheiro em treinamento e equipamento do que
    a contingência atual. A grande maioria dos voluntários (aqueles que
    quando se apresentaram às Forças Armadas para serviço militar
    obrigatório e desejaram servir) está lá por que simplesmente não tem
    emprego ou qualquer outra perspectiva de vida. Tem educação pobre e
    geralmente sabem ler e escrever, quando muito. O gasto inerente à essa
    falta de educação seria enorme, porque as Forças Armadas teriam que
    ensinar à todos esses recrutas, matérias básicas que aprendemos na
    escola, para que assim possam estar habilitados a operarem
    equipamentos tecnológicamente avançados que teoricamente, equiparia
    nossas Forças Armadas. Como fazer para que uma pessoa que mal sabe
    ler, escrever e fazer contas, possa ler um manual de um míssil
    anti-aéreo e compreender o que está lendo?

    Outro ponto que deveria ser levado em consideração é a falta de
    autonomia do Exército para selecionar os jovens que se apresentam ao
    serviço militar obrigatório. O exército já havia declarado a vontade
    de não mais manter unidades no grande rio, visto que gostaria de não
    selecionar jovens que morassem em áreas de baixa renda do Rio de
    Janeiro, dando total preferência para jovens com residência no
    interior do estado e de outros estados. Isso foi visto como
    discriminação por diversas ONG's e grupos de direitos humanos, que
    após ação na justiça, obrigaram ao Exército a continuar aceitando
    jovens de qualquer procedência.

    O Exército também procura manter uma “identidade nacional” ou seja, é
    obrigado a recrutar jovens de todas as partes do país, para que
    efetivamente a população veja que o exército é um elemento de
    integração nacional.

    Portanto, não vejo como teríamos Forças Armadas mais enxutas,
    profissionais e de alta tecnologia com custos muito inferiores ao
    gastarmos bilhões e bilhões na construção de submarinos nucleares para
    que eles não exerçam a função para o qual foram feitos. Também não
    vejo como gastaremos menos dinheiro ao extingüirmos o serviço militar
    obrigatório e, ao mesmo tempo, aumentarmos a eficiência do Exército.
    Na verdade, na minha opinião, o grande elemento limitador da
    eficiência das nossas Forças Armadas é o já mencionado, cada vez mais
    diminuto orçamento que lhe é conferido pelo governo e a falta de
    investimentos contínuos em educação no Brasil.

  20. Carlos Ventura disse:

    Concordo com os leitores ,sempre enfatizei em conversas com amigos que deveriamos abolir esse dinossauro pré-histórico que e o serviço militar obrigatório.O que as forças armadas estão conseguido com isso e só treinar mais elementos para as forças adversas (leia-se Tráfico de drogas),mas infelizmente nossa realidade ecônomica nos faz refens dessas praticas abusivas e levam os nossos jovens a se dedicar a isso.a nossa sociedade deve lutar para podermos ter forças realmente armadas para que nos possam proteger das espoliações que sofremos de forças estrangeiras.

  21. Adalberto disse:

    Concordo plenamente que devemos privilegiar nossa tecnologia. No entanto, discordo abertamente da opinião de Carlos Salles de que é inútil as forças armadas por causa da supremacia estadunidense. Primeiramente, essa supremacia dos EUA se dá na possibilidade não desse país invadir o mundo, mas sim de promover guerras contra paisecos (com forças militares inúteis) que se manifestam contrários à sua cobiça. Contudo, podemos perceber que eles invadiram e possuem relativo sucesso no Afeganistão e Iraque, mas nunca terão a capacidade de invadir países como China, Rússia, Índia e etc, por que esses possuem capacidade bélica de resposta inviabilizando até mesmo os pensamentos agressivos da potência estadunidense.
    O Brasil deve seguir esse caminho, pois o futuro se desenha em países que podem se defender contra os EUA e outros que estarão a merçer de sua violência. Nossas forças armadas devem se desenvolver no sentido de nos assegurar contra os interesses estadunidenses e afirmar nossa supremacia na América do Sul.

  22. Marcos Antonio da Costa disse:

    Concordo plenamente em enfatizarmos, investirmos na tecnologia brasileira… Pois o envestimento momentanio garantiria a exportaçao brasileira futuramente…algo, economicamente,bastante viável… oque falta nos é a confiança proveniente de nós a nós mesmos, brasileiros…algo resultado da falta de envestimento, da parte, também e majoritariamente, de nossos governantes, na educação…mas:”nunca é tarde!”…