Início » Internacional » Preços do petróleo mundial disparam 19%
APÓS ATAQUES À SAUDI ARAMCO

Preços do petróleo mundial disparam 19%

Alta é consequência dos ataques com drones a refinarias da Saudi Aramco, que levaram a Arábia Saudita a cortar 5% de sua produção global

Preços do petróleo mundial disparam 19%
Imagem de satélite mostra fumaça nas refinarias da estatal Saudi Aramco (Foto: Nasa)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Os preços do petróleo registraram forte alta nesta segunda-feira, 16, chegando a disparar 19%, após os ataques com drones, na madrugada do último sábado, 14, a duas refinarias da estatal Saudi Aramco, a principal petroleira do mundo.

A Aramco cortou cerca de 5,7 milhões de barris da produção diária, o que corresponde a 5% da oferta global de petróleo. Com isso, o barril do petróleo Brendt atingiu a maior cotação em seis meses, chegando a US$ 71,95. A outra classe de referência, a West Texas Intermediate, disparou 15%, para US$ 63,34.

Uma fonte disse à agência de notícias Reuters que o retorno à capacidade produtiva total deve levar semanas.

De acordo com o jornal Wall Street Journal, a Saudi Aramco pretende restaurar um terço da produção perdida até o fim desta segunda-feira.

Após os ataques com drones, o presidente dos EUA, Donald Trump, informou que aprovou a liberação da Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA, caso seja necessário. A notícia provocou uma queda nos preços. A alta do barril Brent ficou em 11,7% e a de West Texas, em 10,5%.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), da qual a Arábia Saudita faz parte, adotou um tom mais cauteloso, afirmando que ainda é cedo para tomar uma medida para aumentar a produção de petróleo.

Os ataques também intensificaram os receios dos investidores em relação à situação geopolítica na região e o agravamento das relações entre EUA e Irã.

A autoria dos ataques foi reivindicada pelo grupo iemenita houthi. Porém, na noite de sábado, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, atribuiu os ataques ao Irã, afirmando “não haver evidência de que os ataques tenham vindo do Iêmen”.

A declaração foi refutada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas Mousavi, que classificou as acusações como “infundadas” e afirmou que o argumento de Pompeo é uma manobra para “prejudicar a reputação do país e criar uma justificativa para ações futuras”.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Javad Zarif, também refutou as declaração de Pompeo. Ele acusou o secretário de Estado dos EUA de se voltar para a “farsa total”, após falhar na “pressão total” contra o Irã.

“Tendo falhado na ‘pressão total’, @SecPompeo está se voltando para a ‘farsa total’. Os EUA e seus clientes estão presos no Iêmen por causa da ilusão de que a superioridade das armas levará à vitória militar. Culpar o Irã não vai acabar com o desastre. Aceitar nossa proposta de abril para acabar com a guerra e começar as negociações talvez sim”, afirmou o ministro.

No domingo, Trump afirmou que os EUA estão “armados e preparados” para uma resposta ao ataque, mas aguardam o posicionamento da Arábia Saudita para determinar como proceder.

Em contraponto, a Rússia pediu cautela e exortou países do Oriente Médio e também de fora da região a evitarem tirar conclusões precipitadas sobre a autoria do ataque.

Questionado sobre a declaração de Trump sobre uma eventual reposta ao Irã, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse: “Temos uma atitude negativa em relação ao aumento das tensões na região e pedimos a todos os países da região e de fora dela que evitem medidas ou conclusões precipitadas que possam aprofundar a desestabilização”.

Nesta segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia divulgou um comunicado no qual sustenta que os ataques ocorridos no sábado são “uma consequência direta da forte crise política e militar no Iêmen”.

“Acreditamos que é contraproducente usar o que aconteceu para aumentar as tensões em torno do Irã, em consonância com a bem conhecida política dos EUA. Propostas de ações de retaliação difíceis, que parecem ter sido discutidas em Washington, são ainda mais inaceitáveis”



Fontes:
O Globo - Preços do petróleo mundial disparam após ataque com drones a instalações sauditas

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *