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LÍDER OPOSITOR

Presidente da Assembleia da Venezuela é preso e liberado em seguida

O líder opositor Juan Guaidó foi preso horas após afirmar que estava pronto para assumir a presidência do país

Presidente da Assembleia da Venezuela é preso e liberado em seguida
Guaidó recebeu apoio internacional na semana passada (Foto: Juan Guaidó/Twitter)

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, foi preso e liberado pouco tempo depois pelo Serviço de Inteligência Nacional Bolivariano (Sebin), no último domingo, 13. A detenção aconteceu horas após Guaidó, um dos líderes da oposição a Nicolás Maduro, afirmar que estava pronto para assumir a presidência.

Guaidó recebeu apoio internacional na semana passada. Diferentes países, que não reconheceram a reeleição de Maduro, afirmaram que a Assembleia Nacional deveria comandar a Venezuela, enquanto um novo pleito presidencial era convocado. Apesar disso, Maduro segue no poder, aumentando a tensão internacional.

Internamente, além da crise econômica e humanitária, a tensão política também cresce. Em 2018, o governo de Maduro já havia detido alguns políticos da oposição. Agora, o novo governo inicia detendo, durante algumas horas, um dos principais nomes da oposição. Analistas acreditam que a medida pode tornar o país ainda mais dividido.

Pelas redes sociais, a esposa de Guaidó, Fabiana Rosales, tranquilizou os apoiadores da Assembleia Nacional. Em mensagem no Twitter, Rosales agradeceu o apoio ao presidente da Assembleia e garantiu que “a ditadura não pode quebrar seu [de Guaidó] espírito de luta”.

Algumas horas depois, foi a vez do presidente da Assembleia Nacional usar as redes sociais para falar com seus apoiadores. “O regime tentou me impedir, mas nada e ninguém vai nos impedir. Aqui continuamos em frente para a nossa Venezuela”. Em seguida, Guaidó pediu ainda mais apoio à Assembleia Nacional para lutarem contra o “usurpador” Maduro.

A detenção de Guaidó imediatamente despertou críticas internacionais. O chefe da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, categorizou a prisão de Guaidó como um “sequestro do presidente interino da Venezuela”. Mike Pompeo, secretário de Estado dos EUA, chamou a detenção de “arbitrária” e garantiu: “Os EUA e o mundo estão assistindo”.

Através de um comunicado, o Grupo de Lima condenou a “detenção arbitrária” de Juan Guiadó e expressou o seu “mais forte rechaço a qualquer ação que afete a integridade física dos membros da Assembleia Nacional da Venezuela, suas famílias e colaboradores”.

Antes da prisão, na última sexta-feira, 11, Nicolás Maduro já havia ridicularizado Guaidó e o apoio internacional que o presidente da Assembleia estava recebendo. O presidente venezuelano disse que a maioria da população nem conhece Guaidó, categorizando o apoio internacional ao deputado como um “show de Hollywood”, em uma crítica velada aos Estados Unidos que, para Maduro, estariam por trás da pressão internacional.

 

Leia também: Nicolás Maduro inaugura o segundo mandato

Fontes:
The Guardian-Venezuela opposition leader briefly detained after challenging Maduro
El País-Juan Guaidó, o novo presidente da Assembleia Nacional venezuelana que desafia Maduro

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