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Crise

Presidente egípcio rejeita ultimato do Exército

Manifestantes que lotam as ruas do país agora contam com o apoio dos militares

Presidente egípcio rejeita ultimato do Exército
Protestos reúnem milhões de pessoas no Egito (Fonte: Reprodução/AFP)

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O presidente do Egito, Mohamed Mursi, rejeitou nesta terça-feira, 2, um ultimato do Exército. Nesta segunda-feira, 1°, os militares deram 48 horas para que Mursi atenda às reivindicações do povo ou deixe que os militares resolvam a crise no país.

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Mohamed Mursi diz que “não foi consultado” pelos militares que fizeram o ultimato, ressaltando que vai continuar com os seus próprios planos de reconciliação nacional em meio à nova onda de protestos por todo o Egito.

Os manifestantes que lotam as ruas para protestar contra o governo do presidente Mursi agora contam com o apoio dos militares. Nesta segunda, helicópteros do Exército sobrevoaram a Praça Tahrir, desafiando o governo egípcio.

Há cerca de dois anos, o apoio dos militares foi decisivo na queda do ditador Hosni Mubarak.

Crise

O Egito enfrenta atualmente uma grave crise econômica, crise de segurança pública, crise política e agora também uma crise militar. Os manifestantes acusam Mursi de autoritarismo e de tentar islamizar a sociedade egípcia, e pedem ainda a realização de novas eleições no país.

Aliados de Mursi interpretaram o ultimato dos militares como o primeiro passo para um golpe militar. O Exército, por sua vez, negou que o ultimato seja uma tentativa de golpe.

Fontes:
Jornal da Globo - Militares dão ultimato a presidente do Egito em meio a crise

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